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Profissionais de doação de órgãos e sua saúde mental: reflexões sob olhar de Christophe Dejours

Organ donation of professional and their mental health: reflections on look Christophe Dejours
  • Thiago Nogueira Silva
  • Claudia Mara de Melo Tavares
  • Paula Isabella Marujo Nunes da Fonseca
  • Raísa Correia de Souza
  • Marilei de Melo Tavares e Souza
  • América Carolina Brandão de Melo Sodré

Declaração da ausência de conflitos de interesse: Os autores declaram não haver conflitos de interesse nem fontes de financiamento.

RESUMO

Objetivo: O objetivo deste artigo é trazer reflexões acerca da saúde mental dos profissionais de saúde inseridos no processo de doação ao transplante de órgãos sob a perspectiva do referencial teórico Christophe Dejours, considerando-se possíveis estratégias de promoção à saúde mental deste grupo de trabalhadores. Método: Trata-se de um artigo de reflexão em que foi empregada a perspectiva teórica de Christophe Dejours com ênfase nos seguintes conceitos: prazer e sofrimento no trabalho. Resultados: Esses profissionais convivem com situações desgastantes, lidando constantemente com percepções, sensações, culpas, desejos e medos, portanto, acabam lidando com uma gama significativa de emoções, que devem ser manejadas de modo que esta vivência laboral não injurie sua saúde mental. Conclusão: Profissionais que atuam no processo de doação ao transplante de órgãos devem utilizar a sensibilidade e principalmente a criatividade como ferramentas para transpor os possíveis obstáculos que possam surgir em decorrência das ações exigidas seu cotidiano.

Palavras-chave: Obtenção de Tecidos e Órgãos; Transplante de Órgãos; Pessoal de Saúde.


SUMMARY - Objective: The purpose of this article is to bring reflections on the mental health of health professionals involved in the donation process to organs transplant from the perspective of theoretical Christophe Dejours considering possible strategies to promote mental health of this group of workers. Method: This is a discussion paper in which we used the theoretical perspective of Christophe Dejours. Results: These professionals live with stressful situations constantly dealing with perceptions, feelings, guilt, desires and fears which end up dealing with a significant range of emotions, which should be managed so that this labor experience not injurie your mental health. Conclusion: Professionals who work in the donation process to organ transplant should use sensitivity and mainly creativity as tools to overcome possible hurdles that may arise as a result of actions that need to take their daily lives.

Keywords: Tissue and Organ Procurement; Organ Transplantation; Health Personnel.

INTRODUÇÃO

Os profissionais de saúde que trabalham no processo doação ao transplante de órgãos, lidam com questões que envolvem a moral e a ética humana, nas quais se destaca: o cuidado com o paciente em morte encefálica, avaliado como morto clinicamente, e atenção direta a família do doador, uma vez que o doador continua esboçando atributos físicos como calor, rubor e função cardiorrespiratória ativa. Por isso, a relação entre o profissional e o doador faz com que o trabalhador reflita acerca da morte.

No intuito de promover discussões a respeito da saúde mental dos trabalhadores inseridos no processo de doação ao transplante de órgãos, recorremos à perspectiva teórica de Christophe Dejours. A partir dos principais conceitos utilizados pelo referido autor no transcorrer da formulação de sua teoria, foram aqui selecionados por estarem relacionados ao objeto proposto no presente artigo são eles: sofrimento no trabalho, criatividade e prazer no trabalho.

Christophe Dejours é um médico francês, com formação em psicossomática e psicanálise, diretor científico do Laboratório de Psicologia do Trabalho e da Ação no CNAM de Paris. Fundados em suas três décadas de pesquisas e trabalho de campo, os textos de Dejours nos oferecem as bases para uma visão fértil e dinâmica acerca das relações entre saúde e trabalho, para além do reducionismo médico-biológico1.

Seus estudos tiveram início com a primeira obra publicada por Dejours (1980) - Loucura do Trabalho: Estudo de Psicopatologia do Trabalho - que tratava da tematização de alguns fragmentos de pensamentos e pesquisa em torno do núcleo central de sua "clínica do trabalho": o conflito entre organização do trabalho e funcionamento psíquico, para além do modelo causalista. Ao contrário de postular o trabalho como fator fundamentalmente enlouquecedor, afirma no livro o que as enquetes do grupo haviam detectado: que os trabalhadores não se mostravam passivos em face das exigências e pressões organizacionais, e, sim, capazes de se proteger dos efeitos nefastos à saúde mental. Eles sofriam, mas sua liberdade se exercia, mesmo que de forma muito limitada, na construção de sistemas defensivos, fundamentalmente coletivos2.

Em 1990, Dejours publicou em português seus pensamentos a respeito do Itinerário Teórico em Psicopatologia do Trabalho, no qual, já estava praticando a formulação que será assumida em 1992, decidindo-se pela nova denominação de sua teoria “Psicodinâmica do Trabalho”, que pode ser entendida como o campo do sofrimento e do conteúdo, da significação e das formas desse sofrimento no âmbito do infrapatológico ou do pré-patológico. Tem por referências os conceitos ergonômicos de trabalho prescrito e trabalho real, priorizando aspectos relacionados à organização do trabalho como ritmo, jornada, hierarquia, responsabilidade, controle e outros, os interesses são voltados para a coletividade de trabalho e para a organização do trabalho a que os indivíduos estão submetidos3.

Dejours continuou seus estudos realizando pesquisas e diversas publicações que o tornaram um importante referencial teórico para estudos que envolvem a saúde mental do trabalhador.

Os profissionais de saúde que trabalham no processo doação ao transplante de órgãos, ao efetuar vínculo com os familiares de doadores e vivenciar o sofrimento, também acabam passando por processos de sofrimento. Ao observar com maior clareza a finitude da vida, através do acompanhamento contínuo às famílias diante da perda, faz com que estes se sintam cansados, esgotados e manifestem sentimentos de tristeza, apontando para a necessidade de suporte emocional4.

Neste sentido, empregar esforços para a investigação de novas evidências que possam embasar as práticas cotidianas, principalmente no que tange os assuntos priorizados nas agendas de pesquisa, torna-se crucial para a melhoria do serviço5.

O presente artigo tem por objetivo realizar uma análise crítico-reflexiva acerca da saúde mental dos profissionais de saúde inseridos no processo de doação ao transplante de órgãos sob a perspectiva do referencial teórico Christophe Dejours, considerando-se possíveis estratégias de promoção à saúde mental deste grupo de trabalhadores.

O SOFRIMENTO NO TRABALHO

O conceito de sofrimento (incluindo “sentimento de desprazer e tensão”) e estratégias de defesa, definidas como as reações dos trabalhadores para enfrentamento, proteção (e também adaptação), das situações que lhes são apresentadas como “riscos” (e sofrimento) em seu trabalho; a categoria organização do trabalho, compreendendo o âmbito das relações – hierarquias, estruturas de mando, qualidade da interação com chefias e com os próprios pares e aspectos da gestão do cotidiano de trabalho – ritmo, jornadas, pausas e outros2-3.

Quando falamos de sofrimento, entendemos que este é determinado pela insatisfação do trabalhador, tanto pelo fato de não ter no trabalho uma via de descarga de energia que seja efetiva e de acordo com sua personalidade, como também no que se refere a desejos e motivações. O trabalhador, em confronto com a realidade, busca significação para as tarefas que realiza perante a organização do trabalho. Na existência do conflito, há sobrecarga comportamental e grande insatisfação do trabalhador pela falta de meios de canalização de suas pulsões. Esse contexto e o fato de o trabalhador estar inserido numa organização de trabalho influenciam seu funcionamento mental, pois tem que se submeter a ela para sobreviver2.

Para Dejours a noção de sofrimento é central e implica um estado de luta do sujeito contra as forças que estão empurrando em direção à doença mental. Por outro lado, o autor afirma que é na organização do trabalho que se deve procurar essas forças. Entende-se por organização do trabalho não só a divisão do trabalho, isto é, a divisão de tarefas entre os operadores, os ritmos impostos e os modos operatórios prescritos, mas também, e sobretudo, a divisão de tarefas, representada pelas hierarquias, as repartições de responsabilidade e os sistemas de controle2.

O trabalhador vive numa realidade de sofrimentos determinados pela despersonalização, realização de tarefas que não requer o uso da imaginação e inteligência, isto é, desqualificadas e sem finalidade. Isso pode gerar angústia e melancolia. Deste modo, o trabalhador tendo seus desejos e motivação bloqueados, torna-se fadigado tanto física quanto psicologicamente, pois sua relação com o conteúdo significativo do trabalho não é satisfatória e o trabalhador fica então condicionado ao comportamento produtivo. Se fizesse uso de sua criatividade para adequar o trabalho a sua personalidade, o trabalhador teria possibilidade de diminuir sua carga psíquica e encontrar prazer no trabalho. Quando isso não acontece, a energia pulsional é acumulada no aparelho psíquico podendo refletir no corpo desencadeando perturbações e fadiga física6.

No trabalho, o sofrimento é, também, um ponto de partida. Nesta experiência se concentra a subjetividade. O sofrimento se torna um ponto de origem na medida em que a condensação da subjetividade sobre si mesma anuncia um tempo de dilatação, de ampliação, de uma nova expansão sucessiva a ele. O sofrimento não é apenas uma consequência última da relação com o real; ele é ao mesmo tempo proteção da subjetividade com relação ao mundo, na busca de meios para agir sobre o mundo, visando transformar este sofrimento e encontrar a via que permita superar a resistência do real. Assim, o sofrimento é, ao mesmo tempo, impressão subjetiva do mundo e origem do movimento de conquista do mundo7.

De acordo com o próprio Dejours8 o sofrimento no trabalho tem início quando, a despeito de sua dedicação, o trabalhador não obtém o êxito necessário em sua tarefa. O prazer, ao contrário, tem ponto de partida quando, graças a sua aplicação, o trabalhador consegue criar soluções convenientes. Prazer e sofrimento não são estritamente indissociáveis do trabalho. E o zelo no trabalho é irredutivelmente associado ao engajamento afetivo da subjetividade em conflito com o real.

Rosa9 corrobora da opinião de Dejours quando também considera que o sofrimento psíquico no trabalho sinaliza o espaço de batalha que ocorre, por um lado, pela busca do bem-estar e, por outro, pela possibilidade de adoecimento mental.

Com isso, baseando na teoria Dejouriana, Bouyer10 observa que, se o sofrimento não se faz acompanhar de descompensação psicopatológica, é porque contra ele o sujeito emprega defesas que podem lhe dar a oportunidade de ter controle sobre ele.

CRIATIVIDADE E PRAZER NO TRABALHO

Inúmeros fatores inerentes ao trabalho podem ser levados em consideração quando se trata da Saúde Mental.

Quando a liberdade de trabalho diminui, ou seja, o trabalhador não pode ter iniciativa diante de um acontecimento, caracterizando uma organização autoritária, a relação do trabalhador com a organização é bloqueada, pois este não tem a liberdade de fazer uso de suas aptidões psicomotoras, psicossensoriais e psíquicas. Se fizesse uso de sua criatividade para adequar o trabalho a sua personalidade teria possibilidade de diminuir sua carga psíquica e encontrar prazer no trabalho. Quando isso não acontece, a energia pulsional é acumulada no aparelho psíquico podendo refletir no corpo desencadeando perturbações e fadiga física2-6.

Desse modo, alguns elementos presentes na organização e no ambiente do trabalho, como os acima citados (além da divisão do trabalho, conteúdo das tarefas, ritmo de trabalho, relações de poder e condições ambientais, dentre outros.), podem ser percebidos como tipos de fontes tensão, que ocasionam o desgaste que é manifestado por diversas formas.

Nisso, o trabalhador sendo impedido de ser sujeito de seu comportamento, acabam surgindo conflitos decorrentes do confronto entre a personalidade e o desejo do trabalhador e a organização do trabalho que não lhe oferece a liberdade necessária para que possa usar suas aptidões no exercício do trabalho, culminando no sofrimento e na alienação2-6.

E então, estratégias se manifestam por meio de comportamentos próprios de cada indivíduo, pois cada um reage de maneira particular a cada situação dependendo da sua personalidade3

A partir dessa percepção, o autor explica em que consistem as estratégias utilizadas pelos trabalhadores para enfrentar esse sofrimento e como elas surgem e evoluem.

O trabalhador se sente impotente quando, ao usar seus mecanismos de defesa, constata que é incapaz de encontrar uma significação ao realizá-la. Neste contexto, os mecanismos de defesa ou as estratégias defensivas têm como principal objetivo camuflar o sofrimento existente, o que explica o fato de trabalhadores apresentarem características de normalidade aparente mesmo estando em processo de sofrimento psíquico2.

No que diz respeito ao apoio emocional relacionado exclusivamente ao profissional de saúde, podemos notar que tem importância fundamental11.

Dependendo do padrão comportamental de cada profissional, determina-se o manejo e as estratégias que serão utilizadas para o enfrentamento das situações difíceis. Frente a uma situação estressante os profissionais utilizam manejos comuns, centrados no problema, tais como: controlar a situação; tentar resolver o problema; pedir ajuda ou procurar organizar a situação.

Ao instalar-se o conflito entre a organização do trabalho e o funcionamento psíquico dos homens, quando estão bloqueadas todas as possibilidades de adaptação entre a organização do trabalho e desejo dos sujeitos, emerge o sofrimento patogênico6.

Nesse contexto, a saúde do trabalhador é de fundamental importância em qualquer instituição, seja do setor de saúde (local em que estamos focando nesse projeto) ou em outros. Vêse que as organizações requerem elevação da produtividade dos trabalhadores, sem conceder condições adequadas para que possam efetuar o desenvolvimento de suas atividades sem prejuízos à saúde.

Portanto, os trabalhadores que atuam no processo doação/ transplante devem estar atentos às diversas situações a que são submetidos e a emoções com as quais não conseguem lidar com facilidade. Tais emoções quando eclodem têm a possibilidade de ocasionar sofrimento mental.

SAÚDE MENTAL DE TRABALHADORES QUE ATUAM EM DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Quando se reflete sobre o trabalho do pessoal de saúde que atua no processo de doação até o transplante de órgãos, é possível compreender que este envolve procedimentos que possuem um nível de complexidade elevado e que conta com a identificação e manutenção de potenciais doadores; exames para avaliação do quadro de morte encefálica e também por avaliação clínica, neurológica e gráfica; comunicação aos familiares do diagnóstico e; entrevista familiar para doação. Após a autorização dos familiares, pode ser realizado o processo de captação e distribuição dos órgãos12.

Devido a essa intensa carga de trabalho e levando em consideração os conhecimentos já obtidos nos resultados desse artigo é possível observar o aparecimento no cotidiano dos profissionais de transplantes, dos seguintes fatores: a noção de desgaste e cargas de trabalho, demarcando a perspectiva interativa entre o homem e os diferentes elementos presentes nos processos/ambientes de trabalho, levando a modos específicos de reação, adaptações, desgaste, ampliando a ideia de risco e de doença que está diretamente relacionado ao sofrimento.

Vieira13 concorda com Dejours quando traz à tona a fala de que o sofrimento é inerente aos fatores relacionados ao trabalho. Se o indivíduo não encontra possibilidades de superação e transformação desse sofrimento em prazer, este se transforma em fonte de sofrimento patológico. Este último, por sua vez, ocorre quando os trabalhadores não encontram meios de dar vazão a esse sofrimento, pois a maneira como o trabalho é organizado bloqueia as possibilidades de expressão e de negociação.

Nisso, Katsurayama14 enfoca a fala de Dejours trazendo que o confronto com o real, que inicialmente se dá pela experiência subjetiva de fracasso e sofrimento, também cria o espaço para mobilização subjetiva, para a manifestação da criatividade, que conduz à solução do problema e ao usufruto do prazer no trabalho.

Dessa forma, o pessoal de saúde que atua no processo de doação ao transplante de órgãos convive com situações desgastantes como lidar constantemente com suas percepções, sensações, culpas, desejos e medos. Com isso, tendem a criar mecanismos próprios de defesa, devido a vivenciar o sentimento de impotência diante da espera do paciente pelo transplante.

Nesse sentido, os trabalhadores de saúde que estão envolvidos no processo de doação de órgãos ao transplante, ao se depararem com situações que envolvem grande carga emocional, seja pelas circunstâncias da morte encefálica do potencial doador, seja por sua idade, ou pelas reações inesperadas dos parentes do doador ao saberem de seu quadro, esses sujeitos acabam lidando com uma gama significativa de emoções, que devem ser manejadas de modo que esta vivência laboral não injurie sua saúde mental15.

Nessa perspectiva, Ferreira16 concorda com a opinião de Dejours de que a normalidade tende a ser vista como equilíbrio psíquico entre constrangimento do trabalho desestabilizante ou patogênico e defesas psíquicas, onde o equilíbrio é o resultado de uma regulação que requer estratégias defensivas, elaboradas pelos próprios trabalhadores.

CONCLUSÕES

Trouxemos neste artigo reflexões sobre a saúde mental do pessoal de saúde envolvido no processo de doação até o transplante de órgãos tendo como base o referencial teórico Christophe Dejours, e, buscando evidenciar nessa teoria, possíveis estratégias de promoção à saúde mental deste grupo de trabalhadores.

Membros das equipes que trabalham com a doação ao transplante de órgãos, na grande maioria das vezes, carregam consigo uma grande quantidade de emoções advindas de vários campos como familiares de doares, familiar de receptores e receptores de órgãos, que acabam tendo suas atenções voltadas para estes profissionais.

Foi possível identificar que o processo de doação ao transplante possui grande complexidade, onde os profissionais precisam acompanhar com atenção e critério as situações que ocorrem constantemente em cada fase, para pensar coerentemente sobre as necessidades de cuidado, podendo então elaborar novas estratégias para o alcance de seus objetivos.

Dentre as estratégias de promoção à saúde mental dos trabalhadores de saúde inseridos no processo de doação ao transplante de órgãos, destacam-se a utilização da sensibilidade e principalmente a criatividade como ferramentas para transpor os possíveis obstáculos que possam surgir em decorrência das atitudes que precisam adotar em seu cotidiano.

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