Revista  Enfermagem Atual

Nosso contato
enfermagematual2017@gmail.com
+55 (21) 2259-6232
Nosso endereço
[ISSN 1519-339X ] Impressa
Rua México, 164, SALA 62
Centro | RJ - 20031-143

Estratégia multimodal de higienização das mãos na escola: relato de experiência

Multimodal strategy for cleaning the hands at school: case studies
  • Paulo Silas Ribeiro Nunes
  • Carla Moema Fontoura Abissulo
  • Márcia da Silva Teixeira Fernandez
  • Ana Karine Ramos Brum
  • Zenith Rosa Silvino
  • Helen Campos Ferreira

Declaração da ausência de conflitos de interesse: Os autores declaram não haver conflitos de interesse nem fontes de financiamento.

RESUMO

Objetivo: Relatar a experiência de enfermeiros sobre a aplicação de estratégia multimodal de higienização das mãos para escolares. Método: Relato de experiência realizada em uma escola estadual do município de Niterói, para alunos do 6º ano fundamental, por enfermeiros mestrandos do Programa de Mestrado Profissional em Enfermagem Assistencial da Universidade Federal Fluminense, relacionado à aplicação de estratégia multimodal de higienização das mãos como prática de promoção de saúde. A intervenção constituiu-se em exposição teórico-prática sobre higienização das mãos e doenças preveníveis pela higienização das mãos e dos alimentos. Resultados: As atividades foram realizadas com 27 alunos com faixa etária entre 11 e 15 anos. Observou-se a participação ativa dos escolares durante a aula expositiva, assim como na execução da técnica de higienização das mãos, na qual todos puderam praticar o aprendizado sendo orientados e supervisionados pelos facilitadores. Conclusões: A escola pode ser utilizada como um espaço para educação e promoção em saúde, colaborando para a formação de cidadãos conscientes e comprometidos com a sua comunidade e a sociedade.

Palavras-chave: Enfermagem; Saúde Escolar; Promoção da Saúde; Desinfecção das Mãos; Educação em Saúde.


SUMMARY - Objective: To report the experience of nurses about the application of multimodal strategy of hand hygiene for schoolchildren. Method: Experience Report held in a state school in the city of Niteroi, for students of the 6th year crucial, for nurses at Master Program of Professional Master's in Nursing Care of Universidade Federal Fluminense, related to the application of multimodal strategy of hand hygiene as practice of health promotion. The intervention consisted in theoretical-practical exposure on hand hygiene and diseases preventable by hand hygiene and food. Results: The activity were performed with 27 students with age between 11 and 15 years. It was observed the active participation of the schoolchildren during the expositive classes, as well as in the implementation of the technique of hand hygiene, in which everyone could practice learning being oriented and supervised by facilitators. Conclusions: The school can be used as a space for education and health promotion, collaborating in the formation of citizens aware and committed to their community and society.

Keywords: Nursing; School Health; Health Promotion; Hand Disinfection; Health Education.

INTRODUÇÃO

As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica preveem a inclusão de conteúdos temáticos escolares focalizados nas esferas global e individual da sociedade. Neste cenário, destaca-se o autocuidado à saúde como um tema a ser contemplado no curriculum do escolar1.

As ações de educação em saúde são reconhecidamente importantes para potencializar o desenvolvimento da capacidade de apropriação de conhecimento, mas, sobretudo na infância, para direcionar o conhecimento a respeito das funções corporais, afetivas, emocionais, estéticas e éticas. Desta forma, o envolvimento de toda comunidade escolar em prol da implementação das ações de educação em saúde é fundamental para a aprendizagem das crianças, que por sua vez multiplicarão estes conhecimentos em sua realidade de vida.1

Neste sentido, destaca-se o papel do enfermeiro que nos diversos contextos sociais atua como agente de educação para promoção da saúde e para prevenção de doenças. No ambiente da escola, a intervenção de enfermagem é relevante para sensibilizar toda comunidade escolar, sobretudo os alunos, para os diversos temas de saúde, dentre os quais neste estudo destaca-se o da higienização das mãos1-2.

Estudos mostram que a criança tem papel fundamental como multiplicador de conhecimento, porém, para que as práticas de promoção de saúde tornem-se uma realidade nas escolas, é fundamental a adesão de toda a comunidade escolar3,4. O conhecimento científico do enfermeiro poderá ser levado às famílias e às comunidades por meio das crianças, se abordado de forma e linguagem apropriadas de acordo com sua realidade4.

A higienização das mãos é a medida individual mais simples e menos dispendiosa para prevenir a propagação das infecções relacionadas à saúde5 e a intervenção da enfermagem na escola torna-se relevante no sentido de sensibilizar os alunos, assim como toda a comunidade escolar, quanto a importância da higienização das mãos para a promoção e a manutenção da saúde.

Diante do exposto, este estudo tem como objetivo relatar a experiência de enfermeiros sobre a aplicação da estratégia multimodal de higienização das mãos junto a alunos do ensino fundamental por meio da utilização de produtos tecnológicos educativos, sendo eles: impressos do tipo folder com desenhos de mãos demonstrando a técnica adequada de higienização das mãos, denominada “Vamos colorir!”, e cartazes “Atenção: é hora de lavar as mãos!” com ilustrações dos 10 passos para a higienização simples das mãos.

MÉTODO

Trata-se de um relato de experiência sobre a aplicação da estratégia multimodal de higienização das mãos. O termo Estratégia Multimodal de Higienização das Mãos vem sendo utilizado extensivamente em algumas partes do mundo para se referir a higienização antisséptica das mãos, fricção antisséptica das mãos com preparações alcoólicas, higienização das mãos com antisséptico/descontaminante/degermante, higienização das mãos com água e sabonete associado a antisséptico, e/ou fricção das mãos com antisséptico2.

A atividade foi desenvolvida por três enfermeiros mestrandos do Programa de Pós-Graduação Stricto Senso Mestrado Profissional em Enfermagem Assistencial da Escola de Enfermagem Aurora de Afonso Costa da Universidade Federal Fluminense como atividade da disciplina “Projetos e Práticas Assistenciais em Enfermagem”.

A pesquisa foi realizada em outubro de 2015, na sala de Artes de uma escola estadual situada no município de Niterói, RJ, Brasil. Foram eleitos pela professora da disciplina “Projetos e Práticas Assistenciais em Enfermagem”, como participantes do estudo alunos do 6º ano do ensino fundamental. Estavam presentes na atividade 27 dos 40 alunos que compõem esta turma. Todos os alunos foram previamente convidados, porém 13 alunos faltaram neste dia.

O estudo foi desenvolvido em três etapas, sendo elas: 1- planejamento, 2- operacionalização e 3- avaliação.

1ª etapa- Planejamento:

Foram realizados dois encontros entre os enfermeiros, a direção da escola e o professor de Biologia, nos dias 01 e 08 de outubro de 2015. Tal estratégia permitiu ao grupo discutir a respeito da realidade sócio cultural da instituição e avaliar a viabilidade do projeto. Assim, todo conteúdo teórico, metodológico e prático foi articulado em conjunto, considerando os interesses particulares dos partícipes deste certame, bem como os aspectos éticos e sociais que envolviam a questão. Desta forma, foram determinados o plano de aula, a data, o horário, o local para o desenvolvimento das atividades, o público-alvo, os recursos humanos e os materiais necessários para a implementação das ações. As informações fornecidas pela Coordenação Pedagógica e pelo professor de Biologia foram cruciais para elaboração do conteúdo teórico-prático do projeto, subsidiando a construção dos produtos deste estudo. Esses encontros tiveram a finalidade de apresentar a proposta e discutir/adequar as atividades a serem desenvolvidas.

2ª etapa- Operacionalização:

Realizada por meio de aula expositiva, seguida do fornecimento de material educativo do tipo folder e da prática da lavagem das mãos junto aos escolares.

A aula expositiva discorreu sobre o tema “Prevenção de doenças por meio da higienização das mãos e dos alimentos” e teve duração de 30 minutos. Foram utilizados como recurso audiovisual a projeção de 11 slides contendo textos explicativos e figuras ilustrativas sobre doenças preveníveis pela higienização das mãos e técnica adequada de lavagem das mãos. Foram abordadas as principais doenças veiculadas pelo contato das mãos contaminadas: conjuntivite, gripes, inclusive a H1N1, as gastroenterites e diarreias, com ênfase na lavagem dos alimentos para consumo humano, dermatites, impetigo, pediculose, varicela e escabiose. As discussões foram imbuídas de valores sociais e culturais favorecendo a integração e troca de saberes entre os enfermeiros e os alunos.

Na sequência, foi distribuído aos alunos o material didático ilustrativo do tipo folder denominado “Vamos colorir!”. Nele continham informações e desenhos demonstrando a técnica de higienização simples das mãos, que tem por finalidade remover a sujidade da superfície da pele evitando a permanência e proliferação de microrganismos2.

Esta atividade culminou com a elaboração de um painel com as mãos de cada aluno impressas com tinta guache e identificadas com seus nomes, como participantes ativos da dinâmica proposta.

3ª etapa- Avaliação:

Foi entregue a cada criança um impresso educativo “Atenção: é hora de lavar as mãos”, ilustrando os 10 passos necessários para executar de maneira adequada a higienização simples das mãos. Com auxílio dos facilitadores foi realizado o processo de leitura e interpretação do mesmo, com mímica a respeito da forma adequada de higienizar as mãos. Em seguida, os alunos foram convidados a formar uma fila para realizar a prática. Cada aluno foi posicionado, um de cada vez, em frente ao lavabo para realizar a técnica de higienização das mãos sob a orientação e supervisão de um facilitador e foram capazes de lavar as mãos adequadamente.

Ao final das atividades, os enfermeiros fixaram impressos educativos “Atenção: é hora de lavar as mãos”, utilizando adesivo transparente, em pontos considerados estratégicos na escola como banheiros, inclusive dos educadores da instituição, cozinha, refeitório, cantina, colaborando para o processo de educação a respeito da higienização das mãos de todos aqueles que comungam do espaço escolar, alcançando inclusive as gerações futuras, consolidando a difusão do constructo e efetivando a razão que nos moveu em direção aos fatos: sensibilizar os alunos quanto à importância da higienização das mãos para a promoção e a manutenção da saúde.

RESULTADOS

Os resultados foram divididos em três categorias apresentadas a seguir.

1- Caracterização dos alunos que participaram do estudo:

Presentes para atividade foram contabilizados 27 alunos, sendo 8 meninos, que corresponde a aproximadamente 30% da amostra e 19 meninas, 70%, com faixa etária entre 11 e 15 anos.

A maioria dos partícipes estava na fase inicial da adolescência com idades predominantes de 11 a 13 anos, havendo apenas 1 aluno com 14 anos e 1 com 15 anos.

2- Da aula expositiva:

Observou-se a participação ativa dos alunos durante a exposição de todos os slides. As doenças mais debatidas foram as gripes e a escabiose, chamada popularmente de sarna, sendo esta a que mais teve a participação dos meninos, gerando comentários sobre o incômodo do prurido. Um deles relatou já ter tido a doença. Observou-se um interesse particular do grupo feminino relacionado à discussão das dermatoses, fato atribuído ao comprometimento da integridade da pele incidindo diretamente sobre o senso crítico estético do corpo. Os alunos associaram as enfermidades abordadas com as que já vivenciaram e manifestaram verbalmente o desejo de mudança no comportamento, uma vez que explicitaram a baixa adesão à lavagem das mãos em momentos importantes como, por exemplo, no retorno do recreio. Entretanto relataram o hábito de lavagem das mãos entre os familiares e foi citada a higienização dos alimentos antes do consumo e das mãos antes das refeições em suas residências.

3- Da avaliação prática da técnica de lavagem das mãos:

Na aula prática sobre a técnica adequada para a higienização das mãos, todos participaram ativamente, reproduzindo os movimentos ensinados. As discussões foram imbuídas de valores sociais e culturais favorecendo a integração e troca de saberes entre os enfermeiros e os alunos. O folder “Vamos colorir!” despertou interesse devido a atividade de pintar. O painel contendo mãos coloridas, depois de assinado, foi fixado na parede da sala de arte da escola como fruto de um trabalho executado pelos próprios alunos. O cartaz “Atenção: é hora de lavar as mão!” foi colocado nos banheiros e cantina, sendo fixado estrategicamente em dois níveis de altura, para o alcance de leitura para crianças e adultos. Os alunos manifestaram também o desejo de multiplicar em suas comunidades o conhecimento adquirido, solicitando o folder educativo para doar aos amigos. Para a avaliação da aprendizagem, os enfermeiros conduziram os alunos ao lavabo para avaliar a implementação das etapas da técnica de lavagem das mãos. Ao término das atividades, os partícipes foram capazes de lavar as mãos adequadamente.

DISCUSSÃO

O período da adolescência, aceito como o período de transição entre a infância e a maturidade, é caracterizado por mudanças físicas e psicológicas e o ponto de partida desse período é a puberdade6. Um estudo mostra que a adolescência é a fase da autodescoberta na qual a identidade encontra-se em construção6. Este estudo corrobora com a escolha da faixa etária desta pesquisa pois enfatiza a importância do trabalho educativo nesta fase. A estratégia de educação em saúde no meio escolar proposta nesta pesquisa, incentiva o corpo docente a implementar intervenções que auxiliem os discentes em sua formação como cidadãos conscientes e responsáveis, capazes de impactar positivamente a sociedade.

Os temas abordados apresentam particular interesse de acordo com o gênero, uma vez que para as meninas os temas relacionados às doenças que afetam a estética predominam. A literatura mostra que se vive um momento de culto ao corpo e à estética e nesse contexto as mulheres, em especial as adolescentes, preocupam-se mais com a imagem corporal7. Talvez, esse fato possa ser atribuído à fase de desenvolvimento da autoestima, à descoberta da sexualidade e à inserção na sociedade.

O uso de aulas expositivas é um dos recursos utilizados para a promoção da educação em saúde nas escolas, que se constituem como espaços privilegiados para a promoção de ações em saúde ensinando hábitos saudáveis de higiene, por meio de intervenções educativas e construindo conhecimento a partir dos saberes, dos valores e das vivências sociais. Corroborando com estes resultados, estudos relacionados à lavagem das mãos no ambiente escolar consideram que a lavagem correta das mãos reduz o índice de absenteísmo escolar consequente de doenças contagiosas relacionadas à inobservância da prática8,9. Desta forma, articulando-se com outros profissionais de saúde, atentos aos impactos sociais de suas intervenções, o enfermeiro vem exercendo a promoção de um cuidado integral, abrangente e qualificado à saúde da população.

O ato de lavar as mãos tornou-se um desafio mundial fundamental para o cumprimento da redução da mortalidade infantil até o ano de 20158,10, uma das metas do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). Dados estatísticos da Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que diarreias e pneumonia são as principais causas de mortalidade infantil no mundo, podendo ser prevenidas pelo simples ato de higienizar as mãos5.

Um estudo vem de encontro com os resultados desta pesquisa quando afirma que a higienização das mãos diminui a propagação de doenças transmissíveis pelo contato de mãos contaminadas11,12. Estima-se que apenas 19% da população mundial lava as mãos após o uso de banheiro, prática esta que reduziria consideravelmente a contaminação fecal-oral por patógenos causadores de gastroenterites e hepatites12.

Uma pesquisa evidencia que o hábito de higienizar as mãos em momentos importantes, como antes de comer e após o uso de sanitários, está aquém do que se espera entre a população mais jovem, o que requer intervenções mais regulares nas escolas13.

A interação entre os setores de Educação e Saúde é determinante na organização dos processos de promoção da saúde na escola, na construção de uma nova cultura que resulte em projetos de vidas saudáveis14. Sendo assim, no contexto político e social a escola aparece como um espaço de socialização e de formação cidadã possibilitando a educação por meio da construção de conhecimento.

A prática educativa com atividades lúdicas facilita a fixação do aprendizado acerca das questões relacionadas à saúde. Porém, para que tenha sucesso, as escolas precisam oferecer espaço físico adequado e continuidade no fornecimento de materiais para a realização das atividades. No que se refere à higienização das mãos, após exposição teórica dos aspectos relevantes a essa prática, faz-se necessária avaliação do conhecimento apreendido por meio da prática.

No cenário mundial, as escolas vêm se esforçando para cumprir o seu papel educador e de promotor de saúde coletiva. Na Índia, foi realizada uma pesquisa a qual demonstrou que, após a implantação de um programa de promoção de higienização das mãos nas escolas, as crianças demonstraram melhora significativa em seus conhecimentos sobre a importância de adotar essa prática. A intervenção mostrou-se eficaz para a mudança de comportamento e 42% dos alunos compartilhou os conhecimentos adquiridos com sua família15, o que vem de encontro aos objetivos dessa pesquisa.

No Quênia, as escolas vem aumentando seus esforços para promoção de saúde adotando medidas como incentivo à higienização das mãos entre os escolares e fornecimento contínuo de materiais para lavagem das mãos e higiene pessoal, porém, essas intervenções não reduziram significativamente a presença de doenças causadas pela Escherichia Coli16.

Foi desenvolvido um estudo na área rural do Vietnã para investigar a prática de higienização nas escolas, no qual as crianças mostraram-se entusiasmadas com a intervenção. No entanto as escolas encontraram dificuldades para manter a higienização das mãos, devido ao descontinuado fornecimento de materiais de higiene às unidades escolares. As famílias dessas crianças também não tinham acesso à água e sabão, visto que passavam a maior parte do dia trabalhando no campo em plantações, configurando-se um obstáculo à manutenção de hábitos de higiene nas comunidades17. Já na Dinamarca, as intervenções para fomentar o hábito de higienização têm-se mostrado eficazes, inclusive com a proposta de inserção do tema de promoção de saúde nas escolas como disciplina obrigatória no currículo escolar. Considera-se que o impacto socioeconômico que as doenças infecciosas na infância causa à comunidade é altamente significativo, sendo a higienização a maneira mais fácil e acessível de profilaxia9.

CONCLUSÕES

A educação em saúde na puberdade, etapa inicial da adolescência, possibilita a geração de reflexões, levando a mudança de comportamentos e a escola, como um local privilegiado para a aprendizagem, pode ser utilizada pelos enfermeiros para a implementação das ações de educação em saúde que, por sua vez, poderão ser multiplicadas nos diversos contextos da sociedade.

As mudanças comportamentais dos escolares no que se refere à profilaxia de doenças transmissíveis pelo contato das mãos contaminadas, por meio da adesão à prática da higienização simples das mãos, chamam a atenção para a relevância desta intervenção de enfermagem.

Por meio de atividades lúdicas, o aprendizado sobre a temática da Higienização das Mãos tornou-se mais eficaz e o fornecimento de materiais impressos aos alunos permitiram que o conhecimento adquirido atravessasse as fronteiras da escola, possibilitando a promoção da saúde no meio familiar e social que os fecundam sendo, portanto, impactante e produtor de modificações sociais.

Referências

1. Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão. Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Conselho Nacional da Educação. Câmara Nacional de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica / Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Currículos e Educação Integral. Brasília: MEC, SEB, DICEI, 2013. 562p. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index. php?option=com_docman&view=download&alias=15547-diretrizescuriculares-nacionais-2013-pdf-1&Itemid=30192

2. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Segurança do Paciente em Serviços de Saúde: Higienização das Mãos / Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília: Anvisa, 2009. 105p. Disponível em: http:// bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/seguranca_paciente_servicos_ saude_higienizacao_maos.pdf

3. Lima SC, Magalhães MA, Santos FO. Território escolar, práticas e ações: promoção da saúde na escola. Rev. Bras. Geog. [Internet]. 2012 [acesso em 11 nov 2015]; 4(12):144-56. Disponível em: http://www.observatorium. ig.ufu.br/pdfs/4edicao/n12/08.pdf

4. Maciel EL, Oliveira CB, Frechiani JM, Sales CMM, Brotto LDA, Araújo MD. Projeto Aprendendo Saúde na Escola: a experiência de repercussões positivas na qualidade de vida e determinantes da saúde de membros de uma comunidade escolar em Vitória, Espírito Santo. Ciênc. saúde coletiva [Internet]. 2010
[acesso em 30 out 2015; 15(2):389-96. Disponível em: http://www.scielo.br/ scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232010000200014&lng=en

5. Greenland K, Cairncross S, Curtis V. What can hand hygiene do for the world? Environmental Health Group, Department of Disease Control, London School of Hygiene and Tropical Medicine, WC1E 7HT, London, United Kingdom October 2012. Available from: http://www. hygienecentral.org.uk/pdf/What%20can%20handwashing%20do%20 for%20the%20world_Oct2012.pdf

6. Macedo EOS, Conceição MIG. Ações em grupo voltadas à promoção da saúde de adolescentes. Rev. bras. crescimento desenvolv. hum. [Internet]. 2013 [acesso em 02 nov 2015]; 23(2) Disponível em: http://pepsic. bvsalud.org/scielo.php?pid=S0104-12822013000200016&script=sci_ arttext&tlng=pt

7. Ribeiro PCP, Burgarelli P, Oliveira R. Culto ao Corpo: beleza ou doença? Adolesc. Saúde [Internet]. 2011 [acesso em 12 nov 2015]; 8(3):63-69. Disponível em: http://www.adolescenciaesaude.com/detalhe_artigo. asp?id=287

8. Jaeger HMM. A lavagem das mãos no cotidiano da escola: uma atitude de promoção da saúde. 2012. 31f. Monografia (Especialização em Comunicação em Saúde) - Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde, Fundação Oswaldo Cruz / Grupo Hospitalar Conceição, Rio Grande do Sul, 2012. Disponível em: http://arca. icict.fiocruz.br/handle/icict/6819

9. Johansen A, Denbæk AM, Bonnesen CT, Due P. The Hi Five study: design of a school-based randomized trial to reduce infections and improve hygiene and well-being among 6–15 year olds in Denmark. BMC Public Health. 2015;15(207):1-15. Available from: http://www.biomedcentral. com/1471-2458/15/207 10. Gonçalves FD, Catrib AMF, Vieira NFC, Vieira LJES. A promoção da saúde na educação infantil. Interface (Botucatu) [Internet]. 2008 [acesso em 10 nov 2015]; 12(24): 181-92. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo. php?script=sci_arttext&pid=S1414-32832008000100014&lng=en&nrm=i so&tlng=pt

11. Willmott M; Nicholson A; Busse H; Arthur G; Brookes S; Campbell R; Effectiveness of hand hygiene interventions in reducing illness absence among children in educational settings: a systematic review and metaanalysis. Arch Dis Child. 2015;0:1-9 Oct 2015. Available from:http://adc. bmj.com/content/early/2015/10/15/archdischild-2015-308875.full

12. Freeman MC, Stocks ME, Cumming O, Jeandron A, Higgins JP, Wolf J, et al. Hygiene and health: systematic review of handwashing practices worldwide and update of health effects. Trop Med Int Health. 2014;19(8):906–16. Available from: http://onlinelibrary.wiley.com/ doi/10.1111/tmi.12339/pdf

13. Reyes B, Lippke S, Knoll N, Blanca ME, Schwarzer R. Promoting action control and coping planning to improve hand hygiene. BMC Public Health. 2015;15(964):1-7. Available from: http://www.biomedcentral.com/14712458/15/964

14. Jenkis CD. Construindo uma saúde melhor: um guia para a mudança de comportamento. Porto Alegre: Artmed, 2013.

15. Garg A, Taneja DK, Badhan SK, Ingle GK. Impact of a school-based hand washing promotion program on knowledge and hand washing behavior of girl students in a middle school of Delhi. Indian J Public Health. 2013 Apr-Jun;57(2):109-12. Available from: http://www.ijph.in/article. asp?issn=0019-557X;year=2013;volume=57;issue=2;spage=109;epage=1 12;aulast=Garg

16. Greene LE, Freeman MC, Akoko D, Saboori S, Moe C, Rheingans R. Impact of a school-based hygiene promotion and sanitation intervention on pupil hand contamination in Western Kenya: a cluster randomized trial. Am J Trop Med Hyg. 2012;87(3):385-93. Available from: http://www.ajtmh. org/content/87/3/385.long

17. Xuan le TT, Rheinländer T, Hoat LN, Dalsgaard A, Konradsen F. Teaching handwashing with soap for schoolchildren in a multi-ethnic population in northern rural Vietnam. Glob Health Action. 2013 Apr 24(6):1-12. Available from: http://www.globalhealthaction.net/index.php/gha/article/view/20288