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Prevenção da infecção urinária relacionada ao uso de cateter vesical de demora

Prevention of urinary tract infection related to the use of indwelling catheters
  • Érick Igor dos Santos
  • Aline Cerqueira Santos Santana da Silva
  • Palôma Braga da Cunha Guimarães
  • Rayara Mozer Dias
  • Roger Gaspar Marchon
  • Eliane Augusta da Silveira

Declaração da ausência de conflitos de interesse: Não há conflitos de interesse a serem mencionados pelos autores.

RESUMO

Este estudo teve por objetivo analisar as evidências científicas acerca da prevenção da infecção de trato urinário (ITU) relacionada ao uso de cateter vesical de demora. Tratou-se de uma revisão integrativa de literatura de artigos publicados nos últimos dez anos na base de dados Literatura Latino-Americana do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e nas bibliotecas virtuais Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Foram combinados os descritores em português, inglês e espanhol "Infecção" AND "Sistema Urinário” AND “Prevenção” OR “Assistência”. Em seguida, combinou-se a palavra-chave cateterismo vesical aos descritores “Cateterismo Urinário” AND “Infecções Urinárias”. Foram selecionados 13 artigos após a aplicação dos critérios de inclusão e de exclusão. As evidências apontam que as principais medidas de prevenção da ITU são a higienização das mãos, manuseio correto do cateter e do sistema de drenagem, padronização das técnicas, capacitação ou atualização periódica dos profissionais, monitorização de débito urinário, uso do sistema de drenagem fechado sempre que possível e orientação dos pacientes sobre a sua higiene íntima. Conclui-se que a participação do enfermeiro no planejamento, execução e avaliação de ações de prevenção das ITU pode proporcionar os melhores resultados.

Descritores: Infecções urinárias, sistema urinário, cateterismo urinário, enfermagem, cuidados de enfermagem.


SUMMARY - This study aimed to analyze the scientific evidence on the prevention of urinary tract infection (UTI) related to the use of indwelling catheters. This was a literature integrative review of articles published in the past decade in the databases, Latin American Caribbean Health Sciences (LILACS) and virtual libraries, Virtual Health Library (VHL) and Scientific Electronic Library Online (SciELO). The descriptors were combined in Portuguese, English and Spanish “Infection” AND “Urinary System” AND “prevention” OR “Care”. Then combined the keywords bladder catheterization to the descriptors “Urinary Catheterization” AND “Urinary Tract Infections”. There were 13 articles selected after applying the inclusion and exclusion criteria. Evidence shows that the main measures of prevention of ITU are hand hygiene, proper handling of the catheter and the drainage system, standardization of techniques, training or periodic updating of professionals, urine output monitoring, the drainage system use closed whenever possible and orientation of patients about their intimate hygiene. It concludes that the participation of nurses in the planning, implementation and evaluation of prevention of ITU can provide the best results.

Keywords: Urinary tract infections, urinary system, urinary catheters, nursing, nursing care.

INTRODUÇÃO

A Infecção do Trato Urinário (ITU) trata-se de uma terminologia bastante abrangente, envolvendo ampla variedade de processos e entidades clínicas, acometendo desde o meato uretral ao córtex renal, além de estruturas adjacentes às vias urinárias, como próstata e glândulas uretrais, cujo denominador comum é a invasão de microrganismos em quaisquer desses tecidos. A ITU mantém relevada importância pela sua alta incidência, representando 35 a 45% de todas as infecções hospitalares1.

A ITU é uma das causas da alta prevalência de infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) apesar de possuir grande potencial preventivo, visto que grande parte dos casos estão relacionados ao cateterismo vesical².

Devido à sua alta incidência em ambiente hospitalar, medidas preventivas contra a ITU devem ser adotadas para reduzir complicações e os custos dela decorrentes. Nessa perspectiva, é necessário que ações de enfermagem baseadas em evidências clínicas sejam utilizadas de forma a acompanhar os avanços tecnológicos nas práticas em saúde.

Esse estudo tem como questão norteadora: quais as medidas de prevenção da infecção urinária relacionada ao uso de cateter vesical de demora segundo evidências científicas nacionais e internacionais recentemente publicadas? Neste estudo tem-se como objeto as evidências científicas acerca da prevenção da infecção urinária relacionada ao uso de cateter vesical de demora. Tendo como base os achados da literatura, este trabalho pretende analisar as evidências científicas acerca da prevenção da infecção urinária relacionada ao uso de cateter vesical de demora.

Esta pesquisa possui relevância visto que a ITU se apresenta como uma das infecções mais prevalentes no ser humano no âmbito hospitalar. A severidade e recorrência das ITU estão relacionadas a fatores genéticos, hormonais e comportamentais, juntamente com a virulência do microorganismo invasor³.

A prática em saúde baseada em evidências caracteriza-se pela organização das informações apoiadas em resultados científicos, onde são identificadas as condutas mais eficientes e seguras para problemas clínicos nos usuários do sistema de saúde vigente4.

Como justificativa, na vivência profissional dos autores deste estudo, detectou-se alta incidência de infecções de trato urinário relacionadas ao uso de cateter vesical de demora. Cabe destacar que a opção por este objeto se apresenta através de uma demanda de saúde, cujos números são alarmantes.

A Infecção Hospitalar (IH) constitui um agravo adquirido pelo paciente após sua admissão no hospital. Esta pode se manifestar durante a hospitalização ou após a alta, relacionando-se à internação ou a procedimentos hospitalares5.

A ITU, que está contemplada no grupo das IH, corresponde a uma resposta inflamatória do urotélio em consequência à invasão bacteriana, geralmente acompanhada de bacteriúria e piúria. A infecção bacteriana do trato urinário do ser humano se destaca pela sua frequência, predominando nos adultos em até 50% das mulheres e 12% dos homens. Em crianças, a ITU é causa muito comum de febre, acometendo 7% até os dois anos de vida e sendo mais comum no sexo feminino. Além disso, os fatores de risco se associam às anomalias congênitas como refluxo vesicoureteral, obstrução do trato urinário, disfunções das eliminações e fimose nos meninos. A criança acometida por infecção do trato urinário pode desenvolver hipertensão arterial e até insuficiência renal crônica. No mundo, a Escherichia coli (E. coli) uropatogênica causa 80% das cistites não complicadas. Nos homens a E. coli e outras enterobactérias são as principais responsáveis. A ITU é a infecção bacteriana grave mais frequente da infância, acometendo aproximadamente 9% de crianças menores de 15 anos6-8.

Vale ressaltar que as mulheres apresentam uma prevalência maior, principalmente devido a fatores fisiológicos, como a maior proximidade da uretra feminina com o ânus e o fato de possuírem uretra mais curta quando comparada à masculina. O risco de se adquirir uma infecção urinária pode triplicar quando o indivíduo possui alguma anomalia no aparelho urinário, sobretudo em mulheres. Os doentes institucionalizados podem apresentar prevalências elevadas, especialmente associadas à falta de higiene9. Os fatores de risco mais importantes para ITU incluem a história de cateterismo e diabetes mellitus, sendo a inserção de cateter no meato urinário reconhecida como principal fator de risco associado à ITU. Logo, existem fatores de risco caracterizados por ser mulher, idosa, possuir doenças neurológicas ou diabetes mellitus, em cateterismo vesical de demora (CVD) ou permanecer internada por mais de 15 dias10. O tempo de uso do CVD, também é um fator risco observado em alguns estudos, estando este relacionado a maior incidência de ITU11-14.

O cateterismo urinário é um procedimento invasivo no qual é inserido um cateter uretral até a bexiga com a finalidade, dentre outras, de drenagem da urina em pacientes com problema de eliminação urinária. A drenagem urinária pode ser realizada por meio de sistema aberto (intermitente ou alívio) ou fechado (demora) e por via suprapúbica. Apesar de ser considerado comum, o procedimento está associado a complicações que requerem esforços da enfermagem para sua prevenção. Portanto, torna-se essencial assistência de enfermagem segura, com qualidade e de menor custo, baseada em conhecimentos científicos atualizados.

As gestantes adolescentes, anêmicas, diabéticas e com qualidade do pré-natal parcialmente adequado ou inadequado apresentaram maior risco de infecção do trato urinário12. O trabalho de parto prematuro é destacado como a principal complicação causada pela infecção do trato urinário, que poderia ser evitada se as gestantes fossem corretamente orientadas em relação ao tratamento e medidas preventivas13.

Nessa perspectiva de busca da assistência de qualidade, segura e com menor custo, alguns autores, ao realizarem estudo de revisão acerca da limpeza com água/soro fisiológico ou desinfecção do meato uretral antes do cateterismo urinário, apontam a irrelevância dos resultados na utilização de antisépticos antes do cateterismo em relação às taxas de ITU quando comparada à realização apenas da limpeza prévia do local. Isto significa que, em tais estudos, não foi identificada melhora no fator de proteção à ITU ao usar a técnica de cateterismo com prévia desinfecção em comparativo ao uso da técnica com prévia limpeza, que, por seu turno, poderia diminuir custos e possíveis processos alérgicos causados pelo antiséptico15-16.

Ainda sobre os custos hospitalares, também tem se considerado importante o controle das infecções hospitalares de modo geral, tanto pelos agravos gerados ao paciente quanto pelos prejuízos financeiros às instituições de saúde. Salientase, portanto, a necessidade de aperfeiçoamento da qualidade da assistência, por meio do estudo das melhores técnicas e maior vigilância e constante avaliação dos procedimentos implementados, tendo em vista que a padronização deve ser seguida por seu monitoramento para assegurar maior segurança e qualidade da assistência17.

A ITU se configura como uma das causas mais comuns de infecção na população. Vale ressaltar que, ao se tratar de ambiente hospitalar, diversos fatores complicam o diagnóstico de ITU, dentre eles a própria presença do cateter urinário, que pode dificultar a verificação de alguns sinais e sintomas associados às infecções, como a sensação de disúria, de urgência miccional ou de desconforto suprapúbico, que podem estar relacionados à presença do cateter urinário, ainda que não haja ITU. Além disto, em meio às dificuldades diagnósticas, torna-se comum encontrar disparidade das taxas de infecção urinária nosocomial entre instituições diferentes18.

Existem condições que predispõem à ITU, como ser paciente com alterações anatômicas como refluxo vésicoureteral (RVU), obstruções ureterais, válvula de uretra posterior (VUP), ureterocele, divertículo da bexiga, distúrbios funcionais da bexiga, estase urinária e/ou presença de fatores específicos de virulência bacteriana19.

Observa-se entre pacientes internados de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), maior incidência de ITU devido à gravidade dos mesmos, maior diversidade microbiana e maior exposição a procedimentos invasivos como o cateterismo vesical, indicado, na maioria das vezes, para avaliação do débito urinário, principalmente em pacientes comatosos e sedados. Estudos comprovam que, em curto espaço de cateterismo vesical, a urina previamente estéril torna-se colonizada por bactérias. Contudo, é possível reduzir esta incidência por meio de intervenções de enfermagem capazes de minimizar a incidência e os riscos destas infecções, prevenindo-as pelo aprimoramento técnico-científico da equipe na busca de equilíbrio entre a segurança do paciente e o custo-efetividade20.

A maneira como a cateterismo do trato urinário tem sido realizado no cotidiano de cuidado da enfermagem tem sido questionada, uma vez que sua realização e seu acompanhamento se caracterizam como parte do trabalho da profissão e fator de manutenção da segurança na assistência prestada ao paciente. Os índices de ITUs associadas ao uso do cateter ainda são alarmantes, o que acresce à prática clínica do enfermeiro muitas indagações relacionadas a sua indicação, escolha do cateter adequado, as técnicas de inserção e manutenção do cateter mais adequadas, recursos para orientação da equipe de enfermagem, entre outros19-22.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo descritivo pautado no método de revisão integrativa de literatura. Sobre revisão integrativa, esta é entendida como um método de pesquisa que permite a busca, a avaliação crítica e a síntese das evidências disponíveis do tema investigado, sendo o seu produto final o estado atual do conhecimento do tema investigado. Este produto pode subsidiar a implementação de intervenções efetivas na assistência à saúde e a redução de custos, bem como a identificação de lacunas que direcionam para o desenvolvimento de futuras pesquisas23.

Este método determina seis etapas a serem percorridas pelos pesquisadores, que foram rigorosamente seguidas nesta pesquisa. A primeira etapa consiste no estabelecimento da questão norteadora da pesquisa. Já na segunda é realizada a busca na literatura por meio de descritores e/ou palavras-chave em bases de dados ou bibliotecas virtuais. Por seu turno, a terceira etapa é cumprida por meio do lançamento dos estudos em um instrumento de coleta de dados confeccionado pelos autores. A quarta etapa consiste na avaliação dos resultados obtidos por cada artigo, sendo definida a permanência ou não deste último na amostra final das pesquisas. Após a definição do número final de artigos escolhidos para a revisão, são realizadas a quinta e sexta etapas, que contemplam o agrupamento dos resultados (evidências) em categorias internamente homogêneas e heterogêneas entre si para, posteriormente, ser apresentada a síntese das evidências propriamente ditas23.

Nesse sentido, foi estabelecida a questão norteadora desta pesquisa, qual seja quais as medidas de prevenção da infecção urinária relacionada ao uso de cateter vesical de demora, segundo evidências científicas recentes?

O segundo passo na construção do estudo deu-se através de busca de artigos disponíveis gratuitamente na base de dados Literatura Latino-Americana do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS) e nas bibliotecas virtuais Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e Scientific Eletronic Library Online (SciELO), fontes de dados entendidas pelos autores como as mais acessíveis aos enfermeiros assistenciais, diretamente envolvidos no cuidado. Escolheu-se, como recorte temporal os últimos 10 anos, com o propósito de evidenciar o que há publicado mais recentemente sobre a temática.

A busca dos artigos por meio dos descritores selecionados foi norteada através dos critérios adotados de inclusão, que são artigos em português e disponíveis em texto completo publicados nos últimos dez anos inerentes ao tema proposto e que respondessem à pergunta de pesquisa. Em adição, foram adotados critérios de exclusão, sendo eles artigos de acesso gratuito indisponível online e que apresentassem erro mediante a tentativa de acesso.

A coleta de dados foi realizada de setembro a novembro de 2014. O levantamento realizado ocorreu por meio de busca através de descritores em saúde disponíveis no Portal de Descritores em Ciências da Saúde (DeCS). A seleção dos descritores foi guiada pela sua proximidade ao objeto de estudo. Chegou-se a combinação dos seguintes descritores: "Infecção" AND "Sistema Urinário” AND “Assistência” AND “Assistência”, em inglês, português e espanhol. Foram também realizadas combinações entre a palavra-chave Cateterismo Vesical e os descritores “Cateterismo Urinário” AND “Infecções Urinárias”.

RESULTADOS

Caracterização quantitativa das publicações

Foram encontrados 314 artigos, sendo selecionados 13 de acordo após a aplicação dos critérios de inclusão e de exclusão estabelecidos (Figura 1). Dos 13 artigos, dez foram encontrados na base de dados LILACS, dois na SciELO e um na Biblioteca Virtual em Saúde – Enfermagem (BDENF), esta última pertencente à BVS/Bireme.

Figura 1 - Seleção de estudos incluídos na revisão, Rio das Ostras, RJ, Brasil, 2015.

Os artigos selecionados foram publicados entre os anos 2006 a 2013, tendo sido três (3) em 2006, um (1) em 2007, dois (2) em 2008, três (3) em 2011 e dois (2) em 2012 e 2013. Estes dados demonstram um gap de publicações entre os anos 2008 e 2011, marcado pela ausência de artigos neste período.

Os periódicos onde os artigos foram encontrados são Arquivos Catarinenses de Medicina, Online Brazilian Journal of Nursing (OBJN), Revista Ciência em Extensão, Revista da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste (RENE), Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Revista do Instituto de Ciências da Saúde, Revista Eletrônica de Enfermagem (REE), Revista LatinoAmericana de Enfermagem (RLAE) e Revista Portuguesa de Saúde Pública. Com exceção de Arquivos Catarinenses de Medicina, no qual foram selecionados dois (2) artigos e da RENE no qual foram selecionados três (3) artigos, nos demais periódicos foi selecionado apenas um (1) artigo cada.

No que se refere ao local de publicação desses artigos, entre os brasileiros, três (3) foram publicados na região Nordeste, seis (6) foram publicados na região Sudeste, dois (2) na região Sul e um (1) na região Centro-Oeste do Brasil. Um (1) artigo foi publicado em Portugal. O destaque à região Sudeste deve-se, possivelmente, à concentração de programas de pós-graduação nesta região, o que culmina em maior produtividade da mesma quando comparada às demais regiões brasileiras.

Sobre as regiões estudadas, ou seja, que se configuraram como cenário de investigação, sete (7) publicações se referiram à região Sudeste, uma (1) à região Nordeste, duas (2) à região Sul, uma (1) à região Centro-Oeste, uma (1) se referiu ao país de Portugal e uma na qual não foi possível identificar a região estudada.

Mostra-se importante destacar que, apesar da maior parte dos artigos ter a região Sudeste como cenário e como local de publicação, é uma revista da região Nordeste que detém o maior número de produções, o que evidencia a possibilidade de que mesmo os autores da região Sudeste têm recorrido à revistas de outras regiões para divulgar seus trabalhos de pesquisa.

Quanto à metodologia utilizada para produção desses artigos, oito (8) foram pesquisas quantitativas, dois (2) foram pesquisas qualitativas e três (3) consistiram em pesquisas quali-quantitativas. Dos 13 estudos selecionados, um (1) trata-se de revisão integrativa, quatro (4) são descritivos, um (1) exploratório, um (1) revisão sistemática, um (1) de coorteprospectivo, um (1) inquérito transversal descritivo, um (1) artigo de revisão sem especificação de qual tipo, um (1) inquérito estudo de coorte, um (1) estudo observacional e um (1) estudo retrospectivo.

Dentre todos os estudos, oito (8) foram realizados apenas por enfermeiros, dois (2) foram feitos por enfermeiros em parceria com outros profissionais da saúde e três (3) foram feitos apenas por outros profissionais não-enfermeiros.

A organização das evidências encontradas procedeu na sua divisão em seis categorias, que serão apresentadas em seguida.

Caracterização qualitativa das publicações

Categoria 1: Perfil dos pacientes portadores de ITU

Nesta categoria os artigos analisados contemplaram a descrição do perfil dos pacientes portadores de ITU e, dessa forma, as evidências apontam que incidência da ITU é maior nas mulheres idosas e crianças. Dentre os pacientes analisados em um estudo, 77,08% eram do sexo feminino contra 22,02% do sexo masculino. Dos 160 pacientes investigados, a maior incidência ocorreu na faixa etária entre 0 a 12 anos, sendo estes quase a metade dos pacientes que apresentaram ITU (48%), seguido por 24% de casos em maiores de 60 anos24.

Existem fatores específicos que contribuem para o perfil dos pacientes com ITU, como ser do sexo feminino, ter idade avançada ou comorbidades associadas. A anatomia urogenital feminina fornece maior proximidade de bactérias do meato urinário ao colo vesical, já que o comprimento da uretra feminina tem em média 4 centímetros (cm), enquanto a masculina possui média de 18 a 20 cm. Considera-se que na uretra, em sua porção distal, existe colonização por bactérias, fator que torna, portanto, as mulheres mais expostas à ITU25.

Por outro lado, na análise do perfil dos pacientes com ITU, um estudo26 relata, como resultado dos casos estudados, diferença irrelevante entre homens e mulheres. Nele, dos 175 (16%) pacientes que apresentaram ITU, 49,1% (86) pertenciam ao sexo masculino e 50,9% (89) ao sexo feminino. Neste estudo também foi evidenciada maior ocorrência de ITU em pacientes idosos, uma vez que pacientes nesta faixa etária apresentaram 17,7% dos casos versus 11,6% em pacientes não idosos.

Dessa forma, de acordo com os estudos supracitados, existem elementos intrínsecos que caracterizam o perfil de pacientes com ITU que devem ser levados em consideração, como a anatomia do aparelho urogenital da mulher, o sistema imune débil por conta da senilidade ou imaturidade do mesmo.

Categoria 2: Microrganismos mais relevantes na ITU

Nesta categoria estão contempladas as evidências sobre os microrganismos mais prevalentes nas ITU. Uma pesquisa5 verificou que houve maior incidência das ITU pela bactéria Escherichia coli registrada nos 38 prontuários de pacientes pediátricos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), cenário utilizado para pesquisa.

A Escherichia coli possui grande relevância sobre as taxas de ITU, fato evidenciado pela alta prevalência verificado também por outros estudos, como o que constatou que, das 153 uroculturas diagnósticas, mais da metade (54,2%) obteve resultado positivo para a colonização do trato urinário por Escherichia coli26.

Em uma outra pesquisa, ao ser investigada a prevalência dos agentes causadores das ITU, das 160 uroculturas analisadas, a maioria dos patógenos isolados pertencia ao grupo das enterobactérias (94%), sendo que a maioria de todas as amostras de microrganismos isolados (58,7%) foram de E. coli, o que ratifica seu protagonismo entre os patógenos causadores de ITU24.

Dentre os patógenos encontrados em um outro estudo também estavam contempladas as bactérias Gram-negativas como a Escherichia coli. Contudo teve maior incidência a infecção fúngica por Candida sp, correspondendo a 44,4% das amostras analisadas. Este dado pode estar relaciona ao cenário adotado, que possui perfil de pacientes internados por longo período de duração associado ao constante uso de ampla gama de antibacterianos, o que contribui para redução da flora residente e seleção de patógenos resistentes27.

Categoria 3: Conhecimentos e práticas adotadas pelo enfermeiro no manejo da ITU

Nesta categoria encontram-se as evidências sobre os conhecimentos e práticas adotadas pelo enfermeiro com vistas ao manejo das infecções do trato urinário. A monitorização do débito urinário é a principal indicação para o cateterismo urinário28. Este procedimento de enfermagem, quando realizado de forma correta e adequada, contribui para minimizar os riscos de infecção para o paciente.

Medidas relevantes para o controle de infecção como a higienização das mãos têm sido negligenciadas. Evidencia-se que a maioria dos enfermeiros conhece e observa as medidas fundamentais para o controle de infecção na execução do cateterismo de demora e de alívio, porém há dicotomia entre o conhecimento e a prática dos auxiliares/técnicos de enfermagem com relação às medidas de prevenção e controle de infecção referente ao manuseio do cateter e sistema de drenagem. Um estudo identificou que a maioria dos serviços possuía padronização das técnicas, mas vale ressaltar que a capacitação acontecia de forma assistemática1.

Segundo uma das pesquisas identificadas nesta revisão29, cerca de 73,3% dos enfermeiros sabia quais eram as taxas de infecção hospitalar relacionadas ao cateterismo vesical de sua enfermaria. As medidas alternativas utilizadas para prevenir a infecção urinária foram que 29,7% dos enfermeiros está fazendo uso de avaliação constante do cateter; outros 29,7% utiliza sistema de drenagem fechado; 21,7% restringem do uso do cateter à indicações específicas; 16,2% realiza treinamento dos profissionais e 2,7% respondeu que orientava o paciente sobre a sua higiene íntima.

Categoria 4: Relação entre o tempo de permanência do cateter e a infecção do trato urinário

Esta categoria reúne as evidências que relacionam as ocorrências de ITU ao tempo de permanência do cateter. Um dos artigos destaca que, quanto mais longo for o tempo de cateterização, maior é o risco de desenvolvimento de ITU. Segundo esse mesmo estudo a média, em dias, da duração do cateterismo vesical, foi aproximadamente 3 vezes maior nos pacientes que adquiriram ITU, apresentando média de 13 dias cateterizados, quando comparados aos pacientes sem infecção, com média de 4,5 dias de cateterismo26.

Estudos epidemiológicos têm demonstrado que o risco de infecção está associado a duração do cateter vesical de demora, assim como outros fatores. Os meios profiláticos conhecidos auxiliam retardando o aparecimento da infeção. Desta maneira, a melhor forma para diminuir a incidência de ITU por cateter vesical seria o encurtamento dos dias de utilização ao menor tempo possível25.

Não obstante, afirma-se que o risco da ITU em decorrência do uso de cateter vesical é diretamente proporcional ao seu tempo de permanência. Desta forma, a maneira mais efetiva de evitar a ITU é a utilização do cateter vesical de demora por um menor intervalo de tempo possível5,25, já que se sabe que 1/3 dos dias de sondagem são desnecessários e a remoção precoce, preveniria até 40% das ITU30.

Na maior parte dos estudos não se evidenciou um período de tempo padrão determinado para que se evite a ITU mesmo os estudos sendo unânimes ao determinar que a relação tempo e infecção são verdadeiras. Por outro lado, um estudo defende, como medida de prevenção, ser importante providenciar a remoção do cateter entre 3 a 5 dias, sempre que possível. A remoção do cateter em até 24 horas após cirurgia e o uso do cateter impregnado com antimicrobiano e de revestimento hidrofílico reduz a incidência de infecção do trato urinário5-4.

Categoria 5: Principais complicações relacionadas à ITU

Nesta categoria estão reunidas as principais evidências sobre as complicações da infecção do trato urinário. Uma pesquisa relatou três casos de sepse, correspondendo a 2,2% dos 134 pacientes observados. Desses, dois vieram a óbito27.

Ao relacionar as ITU com a utilização do cateter vesical de demora, uma pesquisa23 descreve que a presença de bacteriúria junto ao cateter vesical contribui para infecção em outro sítio, como na bexiga (cistite) e rins (pielonefrite), podendo, algumas vezes, ocasionar litíase nesses dois órgãos, quando utilizados por longos períodos de tempo.

O cateterismo vesical de demora contribui diariamente para a proliferação bacteriana, sendo que, dos pacientes que desenvolvem ITU, estima-se que 3% desenvolverá complicações sérias, e que pacientes submetidos a procedimentos genitourinários invasivos correm o risco de desenvolver bacteremia e choque séptico26-29.

Há relevância nas ITU após procedimentos realizados na região do trato urinário, sendo correspondentes a cerca de 5 a 10% das ITU, porém não há especificação de quais complicações estes podem acarretar1.

Portanto, dentre as evidências elencadas nesta categoria, a principal complicação por ITU relatada foi a sepse, sendo citadas também a cistite e a pielonefrite. Ao relacionar a ITU com cateter vesical de demora, podem surgir outros agravantes relacionados, sobretudo, às características do dispositivo, manutenção do cateter e seu tempo de uso.

Categoria 6: Propostas para prevenção das ITU

As ITU formam a segunda maior causa de infecções hospitalares, sendo também entendidas como o tipo de infecção com maiores possibilidades de prevenção.

A maioria dos serviços possui protocolo de padronização das técnicas. Há necessidade de maiores investimentos em educação permanente para que medidas eficazes do controle de infecção urinária sejam adotadas. Uma assistência de enfermagem segura permite a prevenção dos riscos, com redução de danos ao paciente e seu contexto familiar1,28.

Torna-se importante adotar medidas preventivas, tanto para evitar a ocorrência de infecção e de suas complicações, quanto pelo alto custo envolvendo o uso do cateter. A prevenção, neste caso, começa pela sua indicação criteriosa e manejo adequado, além da utilização de cateteres revestidos por prata que, quando comparados aos de látex, mostram maior efetividade na prevenção de ITU. Os cuidados com a inserção do cateter, remoção o mais precocemente possível e o uso de um sistema fechado para a drenagem da urina, também são propostas de prevenção26.

O uso do cateter intermitente com técnica limpa implica em menores taxas de complicações e infecções em comparação com o de demora. A remoção do cateter em até 24 horas após cirurgia e o uso do cateter impregnado com antimicrobiano e de revestimento hidrofílico reduz a incidência de infecção do trato urinário4.

DISCUSSÃO

Estudos apontam que a ITU é a segunda infecção hospitalar que mais acomete pessoas no mundo, sendo responsável por aproximadamente 30% das infecções hospitalares1,25,27. O mecanismo envolvido, os fatores de risco para desenvolver a ITU até a infecção propriamente dita, têm se tornado alvo de diversos estudos.

De acordo com a revisão integrativa realizada, pode-se constatar que a ITU em ambiente hospitalar se relaciona intimamente com o uso do cateter vesical de demora (CVD), devendo ser avaliada criteriosamente sua indicação, encurtando ao máximo os dias de utilização e realizando o seu manejo de forma asséptica, o que oferece menor risco ao paciente6,25,26.

A indicação para o CVD deve levar ainda em consideração outros elementos destacados nesta pesquisa. O perfil dos pacientes com maior vulnerabilidade é um dos principais fatores que devem ser observados no momento da análise da relação risco versus benefício para utilização do CVD, assim como a padronização da técnica utilizada no manejo do CVD, o investimento em educação continuada/permanente e a constante vigilância quanto a possíveis falhas humanas decorrentes da assistência1. A realização de estudos clínicos controlados, além de beneficiar a qualidade da assistência ao paciente, privilegia a pesquisa na área, fornecendo material sólido para o aprofundamento na temática.

Quanto maior for a duração do uso do CVD maiores serão os riscos de ITU, que resultarão em maior permanência dos pacientes no ambiente hospitalar e, portanto, gerarão maiores custos aos estabelecimentos de saúde1. Neste sentido, o aumento da permanência da internação dos pacientes por motivos que podem ser atenuados deve ser combatido vigorosamente.

Outra contribuição que pode ser elencada é quanto a etiologia das ITU. Conhecer os microrganismos que mais acometem os pacientes auxilia o profissional médico na escolha da terapêutica medicamentosa e ao profissional de enfermagem na argumentação técnica sobre a prescrição médica, diminuindo a seletividade de bactérias resistentes por uso inespecífico de antimicrobianos.

CONCLUSÕES

Conclui-se que as evidências científicas mais recentes apontam que as principais medidas de prevenção da ITU são a higienização das mãos, o manuseio correto do cateter e do sistema de drenagem, a padronização das técnicas, a capacitação ou atualização periódica dos profissionais, o uso do sistema de drenagem fechado sempre que possível e a orientação dos pacientes sobre a sua higiene íntima.

Também se faz necessária a sensibilização dos profissionais de saúde, em especial da equipe de enfermagem, acerca das normas e técnicas a serem realizadas, a fim de minimizar o risco de erros durante a técnica de cateterismo vesical. A presença do enfermeiro durante o planejamento, execução e avaliação de ações de prevenção de ITU pode proporcionar os melhores resultados das estratégias implementadas.

Apesar de ter alcançado o objetivo proposto, este estudo possui limitações, como o número restrito de artigos identificados. Por outro lado, esta pesquisa possui, como potencialidade, ter realizado uma síntese do conhecimento científico mais atualizado sobre a prevenção de ITU disponível nas bases de dados e bibliotecas virtuais mais acessadas pelos enfermeiros diretamente envolvidos na prática assistencial.

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