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A contribuição da educação no enfrentamento das infecções relacionadas à assistência à saúde: Revisão integrativa

Education's contribution in facing the health careassociated infections: Integrative review
  • Phelipe Austríaco Teixeira
  • André Luiz de Souza Braga
  • Marilda Andrade
  • Pedro Paulo Corrêa Santana

RESUMO

As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) representam um grave problema de saúde pública que precisa ser superado por meio de esforços na comunidade acadêmica, investimentos governamentais e apoio populacional. A educação revela-se como uma ciência proposta para difundir novas ferramentas de enfrentamento do problema. Este estudo objetivou analisar a contribuição da educação no enfrentamento das IRAS a partir de levantamento bibliográfico. Trata-se de uma revisão integrativa realizado na Pubmed e LILACS com os descritores "infecção hospitalar", "educação em saúde", "educação continuada" e "educação permanente" no recorte temporal de 2010-2014 que resultou em 47 artigos. A discussão englobou o papel da educação em saúde, educação continuada e educação permanente para o enfrentamento das IRAS. Os resultados apontam: para a necessidade de se repensar os currículos dos futuros profissionais de saúde, a fim de se alcançar maiores esclarecimentos sobre as IRAS; para melhoria do diálogo entre cuidadores e pacientes, em especial sobre uso de medicamentos sem prescrição médica; a necessidade de as instituições promoverem recorrentes debates sobre infecções em diferentes contextos da saúde e com a participação de todos os profissionais, tendo em vista a segurança do paciente.

Palavras-Chave: Infecção Hospitalar; Educação em Saúde; Educação Continuada; Educação Permanente.


SUMMARY - The health care-associated infections (HCAIs) represent a severe problem to Public Health and must be overcome by academic community efforts, government investments and population support. The education reveals itself as a science able to diffuse new tools to deal with this problem. This study aimed to analyze the contribution of education in dealing with the HCAIs based on the literature. It is an integrative review based on Pubmed research and LILACS with the descriptors "hospital infection", "health education", "continuing education" and "continuing education" in the time frame of 2010-2014 that resulted in 47 articles. The discussion included the role of health education, continuing education and permanent education as subjects to face the HCAIs. The results reveal the necessity in rethink the background of the future professionals in Health, with the intent to achieve better comprehension about HCAIs; an improvement between professional in health and patient interface, especially concerning to non prescription drugs and finally institutions necessity in promoting recurrent debates on various themes related to infections in different context of health with the participation of all professional in health, considering that patient safe is the main concern.

Keywords: Nosocomial Infection; Health Education; Continuing Education; Permanent Education.

INTRODUÇÃO

As infecções relacionadas à assistência à saúde (IRAS) consistem em eventos adversos oriundos de deficiências no processo de cuidado aos pacientes nos serviços de saúde. É um problema recorrente e que eleva os custos no cuidado, contribuindo para o aumento do tempo de internação de pacientes, surgimento de morbidades e fatalidades.

As ações inerentes às práticas de cuidado em saúde devem priorizar a redução das IRAS, de modo a contribuir para uma assistência eficiente e eficaz. Nesse contexto, as atividades de formação dos profissionais de saúde apresentam-se como ferramentas propícias para otimizar a qualidade da assistência e estreitar a lacuna entre o conhecimento científico e o desempenho no campo prático1. A formação do profissional de saúde necessita de reflexão e construção de uma consciência crítica, alicerçada na busca pelo confronto com a realidade vivida para a construção do conhecimento necessário para solução de problemas2. As IRAS precisam ser encaradas como um resultado de ações desenvolvidas de maneira ineficientes à vida do indivíduo cuidado, portanto, um descuido que deve rogar por uma melhora na formação basilar e perpétua desses profissionais.

A construção da assistência no contexto da saúde e educação continuada e permanente requer propostas governamentais, mas também o convencimento da sociedade para concretização de um modelo reformador de implementação de educação dos profissionais de saúde, uma vez que depende da discussão entre todos os atores envolvidos com a educação na saúde, culminando em projetos mais adequados à realidade e às necessidades de cada grupo pleiteado3.

Nos últimos anos em todo mundo estão sendo dispensados esforços para impetrar a educação nas ações relacionadas à assistência à saúde. No Brasil, o exemplo é a reformulação na Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, revista em 2007 e que apresenta em seus objetivos a transformação das práticas profissionais e da própria organização do trabalho no contexto da saúde4. Dessa forma, se faz necessário repensar a educação para fortalecer os sistemas de saúde em um mundo interdependente5.

Este estudo torna-se relevante para melhorar o entendimento acerca das ferramentas de prevenção e controle das IRAS, podendo levar aos profissionais uma visão ampla sobre o tema e subsidiar novas estratégias de enfrentamento no campo institucional, governamental e social.

campo institucional, governamental e social. Tendo em vista que a educação na saúde pode ser vista como uma ferramenta de enfrentamento às IRAS, delimitouse como questão norteadora do estudo: como a educação contribui para o enfrentamento das IRAS? Dessa forma, constitui-se objeto deste estudo as evidências científicas nacionais e internacionais acerca da contribuição da educação no enfrentamento das IRAS, tendo como objetivo: analisar a contribuição da educação no enfrentamento das IRAS.

MÉTODOS

Esta pesquisa trata-se de um estudo exploratório e descritivo por meio da revisão integrativa da literatura. A escolha pela pesquisa bibliográfica se deve ao fato de ela proporcionar ao investigador uma ampla cobertura de fenômenos mais abrangentes, se comparado às pesquisas diretas. Dessa forma, a revisão integrativa realiza-se em seis etapas6.

Na primeira etapa foi realizada a seleção da questão de pesquisa que norteou a revisão: como a educação contribui para o enfrentamento das IRAS?Na segunda etapa houve o estabelecimento dos critérios de inclusão e de exclusão dos estudos identificados e a busca na literatura propriamente dita.

Após a escolha do tema foram considerados os seguintes critérios de inclusão: a) artigos que abordassem a contribuição da educação frente às IRAS; b) artigos publicados nos idiomas português, inglês, espanhol e alemão, que fossem localizáveis com os descritores “NOSOCOMIAL INFECTION”, “HEALTH EDUCATION”, “CONTINUING EDUCATION” e “PERMANENT EDUCATION” no sistema de pesquisa de informação das ciências da saúde da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, a Pubmed, ou com os descritores “INFECÇÃO HOSPITALAR”, “EDUCAÇÃO EM SAÚDE”, “EDUCAÇÃO CONTINUADA” e “EDUCAÇÃO PERMANENTE” na base de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde).

Como critério de exclusão, optou-se pela eliminação dos artigos que não estavam em conformidade com os objetivos deste estudo, além de artigos de revisão e aqueles não encontrados na íntegra. O levantamento bibliográfico foi realizado no mês de dezembro do ano de 2014, tendo como recorte temporal o período de 2010-2014 e os descritores utilizados para pesquisa foram extraídos do Portal de Descritores das Ciências da Saúde, sendo utilizado o operador booleano AND para associação.

Na etapa seguinte foram elaboradas categorias para discutir as evidências dos estudos, onde as informações são sistematicamente organizadas. Na quarta etapa, foi realizada a avaliação dos artigos selecionados na revisão. Os estudos foram analisados criticamente para que fosse possível explicitar resultados semelhantes ou conflitantes entre os mesmos.

Na quinta etapa foi realizada a interpretação dos resultados, onde ocorre a discussão dos resultados da pesquisa, que exige a comparação dos estudos realizados com o conhecimento teórico. A sexta e última etapa consiste na apresentação da revisão integrativa, que objetiva clareza e completude para permitir a avaliação crítica do leitor acerca dos resultados.

RESULTADOS

A figura 1 ilustra o esquema utilizado para busca dos artigos selecionados para discussão no estudo.

Tabela 1 - Distribuição dos estomizados (n=107) de acordo com o processo de reabilitação. Teresina, PI, Brasil, 2015

Figura 1: Fluxograma descrevendo o caminho metodológico para os resultados

No momento inicial da busca após a associação dos descritores aos pares 2.027 trabalhos foram encontrados, mas após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão foram descartados 136 trabalhos que não estavam disponíveis na íntegra, 104 artigos de revisão e 1.713 que não atenderam aos objetivos da pesquisa, chegando-se ao total de 74 artigos que após a eliminação das repetições totalizaram 47 estudos como potencial bibliografia para discussão, conforme o quadro 1.

Quanto ao ano de publicação, em 2010 foram publicados 10 (21,3%) artigos e 12 (25,6%) em 2011. Em 2012 foram relacionados 9 (19,1%) estudos e 8 (17,0%) tanto em 2013 como 2014, o que mostra uma média superior a 9 artigos anuais nesse recorte temporal.

Quanto ao nível de evidência dos artigos, que leva em conta a abordagem metodológica, houve predominância de estudos com nível 4, o que corresponde a 26 (55,3%) abordagens descritivas. Destarte 20 (42,6%) foram estudos quaseexperimentais, portanto de nível 3. Apenas 1 (2,1%) artigo teve delineamento experimental. Não foram encontrados estudos com evidências resultantes de meta-análise de múltiplos estudos clínicos controlados e randomizados (nível 1), evidências provenientes de relatos de caso ou de experiência (nível 5) ou evidências baseadas em opiniões de especialistas (nível 6).

Quadro 1: Artigos encontrados como resultado da busca nas bases de dados por título, ano, nível de evidência e principais resultados

Dentre as nacionalidades dos artigos 25 (53,2%) pertenciam ao Brasil e Estados Unidos, sendo 12 (25,5%) brasileiros e 13 (27,7%) norte americanos. Ainda figuram na lista países como Alemanha, Espanha, Bélgica, Índia e Malásia com 2 (4,2%) trabalhos cada. Por fim, aparecem Macedônica, Austrália, Benin, Turquia, China, Arábia Saudita, Coréia do Sul, Suécia, Irã, França e Argentina com 1 (2,1%) trabalho cada.

Do total de trabalhos encontrados 24 (51,0%) mostramse oriundos de pesquisas com participantes da enfermagem ou realizada por enfermeiros pesquisadores, evidenciando que esta profissão está na baila da educação frente às IRAS e o enfermeiro assume figura profissional de destaque para subsidiar a criação, implementação e avaliação de estratégias educativas na assistência à saúde.

Os principais problemas relacionados com as IRAS relatados nos artigos encontrados e os alvos em que a educação pode contribuir para transformação da prática de cuidado dos profissionais de saúde estão dispostos no quadro 2.

Quadro 2: Problemas relacionados com as IRAS e pontos-alvo de educação

DISCUSSÃO

Para melhor compreensão da temática abordada foram propostas três categorias: 1) O compartilhar entre profissionais, paciente e família: contribuição da educação em saúde; 2) Aplicação do conhecimento teórico especializado: predicados da educação continuada; 3) Demandas no processo de trabalho institucional: o valor da educação permanente.

O COMPARTILHAR ENTRE PROFISSIONAIS, PACIENTE E FAMíLIA: CONTRIBUIÇÃO DA EDUCAÇÃO EM SAÚDE

A educação em saúde é responsável por estabelecer entre profissionais da saúde e pacientes/familiares, uma troca de conhecimentos e atitudes que permeiam ações de transformação do estado de fragilidade, que do processo de adoecimento, para a reabilitação no menor intervalo de tempo ou promoção da saúde, contribuindo, assim, para minimização de maiores danos, como as IRAS.

O processo de educação em saúde exige esforços de cooperação e de longo prazo, por meio multissetorial. Dessa forma, as intervenções nesse processo devem ser conduzidas por meio de profissionais comprometidos, mídia de massa e abordagens transdisciplinares na comunidade7.

Quando os sujeitos participam de um processo de educação em saúde, em que os seus pensamentos construídos ao longo da trajetória de vida são respeitados, há um estímulo para o desenvolvimento de um pensamento crítico sobre infecção, favorecendo a autonomia para prática de hábitos que previnam a transmissão de micro-organismos e o reconhecimento da importância das formas de prevenção8.

Vale ressaltar que o uso indiscriminado de antibióticos no seio familiar figura como uma das grandes preocupações no mundo contemporâneo, pois a comunidade desconhece que esses medicamentos não são capazes de curar infecções virais, por exemplo. Tal fato revela a necessidade de intervenções educacionais para redução do equívoco sobre a antibioticoterapia e contribuição para reflexão da população diante dos riscos decorrentes do uso inadequado de antibióticos7,9.

O impacto negativo dessa prática negligenciada é a resistência bacteriana para muitos fármacos. Portanto, compromete a assistência terapêutica e pode culminar em maiores sofrimentos aos pacientes e seus entes queridos, pois em muitos casos o cuidado de saúde se torna ineficaz diante da problemática. Os estudos apontam para alvos da educação em saúde como o uso domiciliar desses medicamentos e o descarte das sobras7,9-17.

A vigilância contínua pode ilustrar a alta incidência de IRAS e, dessa forma, influenciar para o não uso de antibióticos sem prescrição medicamentosa, contribuindo para geração de métodos educativos mais específicos na comunidade e no ambiente hospitalar12.

A relação entre o ser que cuida e o que é cuidado deve ser permeada em uma comunicação afetiva, pois o uso inapropriado de medicamentos pode ser resultado de um rompimento no diálogo, onde o profissional não presta uma escuta acolhedora e não verbaliza claramente os problemas diagnosticados7.

Os pacientes e seus familiares devem receber através do diálogo o compartilhar de saberes sobre ações e estratégias de enfrentamento das IRAS, devendo os profissionais de saúde elaborar recomendações de acordo com as necessidades singulares e que efetivamente transformem a realidade vivida daqueles atendidos por eles.

APLICAÇÃO DO CONHECIMENTO TEÓRICO ESPECIALIZADO: PREDICADOS DA EDUCAÇÃO CONTINUADA

A educação continuada figura pelo altruísmo profissional, sendo direcionada a um setor especializado na área prática da saúde, possibilita uma atualização técnico-científica, onde se obtém no resultado uma apropriação do conhecimento decorrente de uma pedagogia de transmissão3.

A deficiência na formação basilar implica em um profissional despreparado para diferentes necessidades do processo de assistência à saúde e contribui para incidentes como as IRAS. Ressalta-se aqui o desconhecimento das precauções de contato, onde os profissionais saem das academias necessitando de cursos para aperfeiçoarem o cuidado em saúde12,18-19. Nos artigos levantados os autores corroboram que os alvos de educação para o problema devem perpassar o uso de cartazes, protocolos institucionais e necessidade dos equipamentos de proteção individual11,20.

A educação continuada tem impacto direto no comportamento do profissional. Conforme seu nível de instrução e experiência, o profissional pode apresentar um maior conhecimento sobre as IRAS, como mostrado por um estudo realizado com dentistas no Irã. Os profissionais com doutorado ou com experiência há mais de dez anos apresentaram os melhores resultados para questionamentos sobre infecções21.

O conhecimento microbiológico é visto entre os trabalhos como um alvo importante de estratégias educativas frente às IRAS. Esse conhecimento permite ao profissional entender melhor sobre como combater os agentes infecciosos e evitar a programação das infecções decorrentes do cuidado prestado10,20,22-25.

A lavagem das mãos, a troca de luvas, a reutilização de agulhas para aspiração em frascos de medicamentos devem ser alvos dos cursos de educação continuada, sendo esta responsável por melhorar os conhecimentos, atitudes e práticas dos profissionais de saúde na prevenção de infecções11,26-33.

Os três estudos realizados na Alemanha que foram encontrados nessa revisão falam da necessidade de desenvolvimento de estratégias para educação e treinamento médico avançado em matéria de higiene e prevenção de infecções a partir das próprias universidades. Os autores salientam que uma parte significativa dos problemas relacionados às IRAS no país pode ser da formação insuficiente nas academias sobre a prevenção de infecções. Mostra-se ser um grande desafio a superação da falta de pessoal treinado e experiente, em particular para tratamento com antibióticos. Segundo um dos estudos a qualidade da prática de prescrever melhora significativamente após a realização de cursos através de empresas farmacêuticas e experiência com falhas decorrentes de patógenos resistentes14,16,34.

Na mesma ótica dos estudos alemães, estudo brasileiro aponta que a formação dos profissionais com uma percepção de prevenção torna-se um grande desafio no ensino da área da saúde. Há necessidade de se romper com os moldes mecanicistas na assistência. Qualquer sistema empregado para alcançar resultados positivos necessita da participação efetiva de todos os profissionais, pois todos prestam assistência ao paciente e este necessita de seguridade no atendimento35.

Apesar de advir de uma vontade pessoal, a educação continuada detém um papel fundamental na segurança do paciente, incidindo diretamente sobre a vida de quem é cuidado. A falta de expertise para procedimentos cirúrgicos e colocação de cateter venoso central pode incidir em IRAS fatais para neonatos, mostrando a necessidade dos profissionais responsáveis pelo cuidado estarem sempre se aperfeiçoando36.

Os programas de formação continuada são justificados pela necessidade de estratégias para reforçar a adesão às medidas preventivas contra as IRAS, devendo o olhar estar direcionado ao abismo que existe entre a aquisição do conhecimento especializado e sua real aplicabilidade na prática diária pelos profissionais de saúde1.

Nos Estados Unidos um estudo que questiona se é possível, sustentável e vale a pena a eliminação das IRAS mostrou que uma equipe trabalhando sob a orientação de um líder obteve uma diminuição de 86% nas taxas de infecção de corrente sanguínea, tendo impacto econômico de 5,1 milhões de dólares ao longo de um período de 2 anos e redução de 29% de mortalidade na unidade de terapia intensiva. Ou seja, um profissional com uma formação diferenciada pode ser determinante para o sucesso do trabalho de sua equipe37.

Uma proposta de educação continuada que parece ter bons resultados e se traduz na realidade contemporânea de um mundo imerso na tecnologia é o ensino on-line, sendo mostrado um impacto positivo da abordagem frente às infecções de corrente sanguínea decorrentes da inserção de cateter venoso central38.

Dessa forma, a educação continuada deve fazer parte da base profissional e institucional em qualquer elo da saúde. O profissional que se atualiza, além de adquirir títulos e sucesso profissional, certamente, torna-se um ser mais comprometido com a vida do outro e torna-se capaz de evitar IRAS.

DEMANDAS NO PROCESSO DE TRABALHO INSTITUCIONAL: O VALOR DA EDUCAÇÃO PERMANENTE

Na educação permanente os problemas de saúde demandam as necessidades do processo educativo, com prática institucionalizada o público é multiprofissional e o objetivo final é a transformação das práticas técnicas e sociais, ou seja, há uma mudança decorrente de uma pedagogia centrada na resolução de problemas3.

As atividades de educação, nesse sentido, têm um impacto grandioso no combate às infecções, conseguindo a redução na prevalência das IRAS a partir de minuciosas ações como a diminuição da contaminação ambiental e de equipamentos, e o melhor uso de medicamentos14,17,24,32.

Estudo espanhol mostrou que a aplicação de um programa de intervenção educativa tem impacto positivo no conhecimento difundido entre os profissionais da saúde e contribui para melhorar o saber relativo às medidas de prevenção das IRAS. Programas assim figuram como um bom caminho para alcançar menores frequências de infecções decorrentes da assistência em acessos venosos centrais ou sondagem vesical, por exemplo22.

A sondagem vesical desnecessária é algo que merece atenção, pois contribui para infecções do trato urinário12,39, aumenta os custos40 com a internação e propicia transtornos aos pacientes. Nos Estados Unidos o resultado de um programa de educação permanente conseguiu reduzir consideravelmente a frequência do uso de cateter Foley41.

A implementação de programas permanentes de educação resulta em economia significativa para os cofres das instituições. Na Índia um estudo concluiu que para cada 1 dólar gasto com programas de treinamento profissional, há um retorno de investimento de 236 dólares que seriam gastos em consequência das IRAS, ou seja, uma contribuição determinante que passa oculta na visão de muitas gerências ao preferirem remediar a prevenir40.

As atividades de educação permanente para o controle de IRAS devem estar presentes em todos os segmentos da assistência à saúde, incentivando a prática de ações básicas pelos profissionais, como a lavagem das mãos, uso de luvas e equipamentos de proteção individual11,20,26-33,42.

Os profissionais podem ficar mais de um ano sem receber nenhuma atualização referente ao processo de higienização das mãos. No preparo e administração de medicamentos, muitas vezes tem sua preocupação direcionada apenas para via intravenosa28. Criam-se conceitos errados que devem ser desmistificados, como achar que o uso da luva substitui o processo de higienização43.

Na Coréia do Sul um programa educativo de promoção de higienização das mãos resultou na melhoria da adesão às recomendações assépticas e mostrou que a percepção do profissional em se tornar um modelo para os outros colegas é muito importante para melhorar a adesão à higienização das mãos entre os membros da equipe de saúde29.

Os Estados Unidos também comprovam a eficiência educativa na melhoria da adesão à higienização das mãos. O sucesso de uma iniciativa com um programa que usou intervenções multimodais de educação, feedback mensal e lembretes, resultou no aumento significativo das taxas de adesão para lavagem das mãos27.

O feedback é ressaltado por outros autores na prevenção de infecções de corrente sanguínea, onde no alvo do processo educativo está a inserção de cateter venoso central (CVC). Ações como estas podem aumentar a cooperação entre os profissionais de saúde e criar uma mudança cultural em relação à prevenção das IRAS trabalhando com “atenção”33,44.

As atividades educativas multimodais em unidades de terapia intensiva nos Estados Unidos também obtiveram resultado positivo na prescrição de antibioticoterapia empírica para casos de pneumonia adquirida no hospital. Assim, no enfrentamento das IRAS são necessárias ações direcionadas para diferentes prismas do processo de assistência, devendo tanto enfermeiros como médicos estar cientes da importância da administração coerente de antibióticos15,45.

Ressalta-se que as atividades de educação permanente concernente as IRAS são na maioria das vezes realizadas pelo Programa de Controle de Infecções Hospitalar (PCIH) das instituições, mas uma problemática decorrente desse processo é a capacitação dos profissionais desse setor que não é contínua. Surge uma indagação: como educar sem estar preparado?35

Nessa mesma ótica se observa uma ausência de ações institucionalizadas de educação permanente em saúde na esterilização de materiais. Muitos profissionais que atuam nesse setor afirmam que nunca receberam nenhum treinamento direcionado para as atividades que executam, tendo aprendido com a própria experiência46.

A educação permanente contribui no enfrentamento das IRAS facilitando também o uso dos equipamentos de proteção individual (EPIs)43. Seu uso previne as IRAS evitando a contaminação entre pacientes ou do material durante a realização dos procedimentos. É importante que as instituições promovam programas de educação permanente que possibilitem a abordagem de conteúdos relacionados à biossegurança que vislumbre uma cultura prevencionista20.

Na unidade de terapia intensiva, um estudo brasileiro mostrou o impacto positivo da intervenção educativa como algo simples para melhorar a adesão dos profissionais à higienização das mãos e recomendações quanto ao procedimento correto para aspiração traqueobrônquica, resultando na diminuição de infecções no setor43.

Outra área onde a educação permanente influi papel fundamental é antibioticoterapia. Figuram como atores alvos do processo educativo os médicos, que precisam repensar a prescrição dos medicamentos, realizando diagnósticos mais precisos por meio de uma assistência holística13.

Nesse quesito há uma dificuldade na implementação da educação permanente que é a participação do profissional médico nos treinamentos, capacitações e orientações de rotinas e protocolos propostos pelo PCIH. Entre os motivos relatados para essa dificuldade estão a diferença de horários e a resistência por não se tratar de um assunto de sua especialidade35.

Assim, a educação permanente torna-se imprescindível em qualquer serviço que preste atendimento à saúde. Ela funciona como a força motriz para que os erros inerentes à prática humana possam ser superados e se colha o sorriso na face dos pacientes por uma satisfação plena ao receberem um cuidado digno e isento de falhas.

CONCLUSÕES

Essa revisão permitiu compreender que a educação funciona como arma determinante para o enfrentamento das IRAS. Uma vez que os artigos levantados demonstram que a educação pode contribuir para fortalecer as aptidões do profissional de saúde, melhorar os aspectos comunicativos entre ser que cuida e ser que é cuidado, e ainda proporciona às instituições a oportunidade para sanar as dificuldades derivadas do contexto evolutivo da assistência prestada, onde o esperado sempre é o perfeito.

Dessa forma, ao enfrentamento desse grave problema de saúde pública global são necessárias reformulações nas políticas governamentais, mobilização de recursos humanos e econômicos em assuntos estratégicos de estudos, melhoramento da formação multidisciplinar dos indivíduos e envolvimento pessoal dos grupos elencados como vulneráveis às IRAS.

Portanto, a educação ganhou um espaço imprescindível para que os cuidados de saúde sejam oferecidos com qualidade. Considerando o elevado número de trabalhos onde a enfermagem aparece em foco, a figura do enfermeiro assume destaque para o enfretamento das infecções relacionadas à assistência à saúde criando as melhores estratégias para o compartilhar de saberes com outros profissionais, pacientes e familiares e ainda revendo sua formação.

Há necessidade de profissionais engajados em descortinar o verdadeiro e complexo de determinantes nos quais as IRAS estão presentes, objetivando a integralidade de uma assistência eficiente e melhoria definitiva da qualidade de vida dos pacientes atendidos.

Este estudo, pode contribuir para reflexão dos profissionais de saúde acerca das IRAS, bem como despertar o interesse de outros estudos para adentrar as singularidades das estratégias de enfrentamento desse grave problema de saúde pública que não puderam ser aqui esgotadas considerando os limites do levantamento.

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