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Qualidade de vida de mulheres docentes de uma universidade particular do Vale do Paraíba

Quality of life of female full professors at a private university in the Paraíba Valley
  • * Eliane Aquino de Menezes Cardoso
  • ** Rosa Aurea Quintella Fernandes

RESUMO

O estudo teve como objetivo identificar o Índice de Qualidade de Vida de mulheres docentes e verificar a influência das variáveis sociodemográficas e características do trabalho na QV destas mulheres. Estudo transversal, descritivo, exploratório com abordagem quantitativa. A amostra foi constituída por 74 docentes. Para identificar o índice de QV foi utilizada a versão validada em português do “Quality of Life Index” (IQV) de Ferrans e Powers. A QV Global das docentes foi de 23,45(DP 4,02), o domínio com maior escore foi o Família 25,91, (DP5,10) e o de menor foi o Saúde/Funcionamento 22,15, (DP4,53). As correlações estatísticas mostraram que ter filhos com idade maior e carga de trabalho semanal mais elevada influenciou negativamente na QV das docentes e o fato de ter companheiro empregado foi positivo. Não houve diferença estatística significativa para as demais variáveis sociodemográficas. Concluiu-se que a QV das docentes é boa.

Descritores: Mulheres; Trabalho Feminino, Qualidade de vida, Docentes.


SUMMARY - Identify the Quality of Life (QOL) index of Female Full Professors and the influence of sociodemographic variables and job characteristics on the QOL of these women. A cross-sectional, descriptive, exploratory study with a quantitative approach. A sample of 74 Full Professors was used. To identify the QOL index, the version, validated in Portuguese “Quality of Life Index” (QLI) of Ferrans and Powers, was used. The Global QOL of Full Professors was 23.45 (SD 4.02), the domain with the highest score was 25.91 Family (DP 5, 10) and the lowest was the Health / Functioning 22.15 (DP 4, 53). Statistical correlations have shown that children of an older age and a higher weekly workload negatively influence the QOL of Full Professors and the fact that having a fellow employee was positive. There was no statistically significant difference for the other sociodemographic variables. It was concluded that the QOL of Full Professors is good.

Key Words: Women; Female workload, Quality of Life, Full professors.

INTRODUÇÃO

A vida da mulher na atualidade tem características bem diversas daquelas determinadas pelas relações de gênero, em passado próximo.

Aquela que era vista como o sexo frágil, hoje passa a ocupar cargos e funções que não lhes poupam das funções consideradas como próprias, de mulher, mãe, companheira, dona de casa. Embora a mulher tenha conquistado uma posição na esfera profissional, percebe-se que a tradição cultural ainda permanece, e as funções, ditas exclusivamente femininas, fazem parte de seu cotidiano, exercendo ou não qualquer atividade remunerada1.

Uma das profissões com forte tendência feminina é a docência. Os quadros docentes são compostos em sua maioria por mulheres que acumulam algumas vezes até três jornadas de trabalho, incluindo as atividades domésticas. A diversidade de papéis e o acúmulo de tarefas sobrecarregam a mulher física e psicologicamente, o que certamente influência em sua qualidade de vida.

A atividade docente vai além da carga horária despendida em sala de aula e, muitas vezes uma grande parte das atribuições do trabalho como: preparar aulas, corrigir provas, trabalhos, estudar para se atualizar, orientar trabalhos e desenvolver pesquisas, são atribuições feitas sem remuneração, após todas as jornadas de trabalho, no ambiente familiar. Esta sobrecarga impede a mulher docente de ter espaço para o lazer e diminui seu convívio familiar, o que pode gerar desgaste e estresse.

O desgaste apresentado pelo trabalhador pode ser analisado sob três dimensões: o perfil de morbidade, os acidentes e o tempo de vida de trabalho útil. O acidente é o dano mais notório e abrupto entre os trabalhadores, enquanto o tempo de vida de trabalho útil possibilita formular hipóteses sobre os tipos de desgaste que impedem o trabalhador de continuar trabalhando em uma determinada atividade, interrompendo definitivamente sua vida produtiva, sem contudo levá-lo à morte. Por sua vez, o perfil de morbidade pode ser construído por meio da história clínica do trabalhador, obtida em informações já existentes como os registros de exames médicos periódicos ou por meio de entrevista individual4.

As mulheres docentes da área da saúde, que atuam também na prática assistencial têm ainda, mais um possível agravante para o desgaste, principalmente o emocional, o fato de lidarem com a doença, a tristeza, a dor e a morte.

Assim, questiona-se como as mulheres docentes conseguem conciliar o ser mulher, esposa e mãe, com o ser docente e trabalhadora na área da saúde? Será possível ter boa qualidade de vida com tantas tarefas acumuladas?

Essas considerações suscitaram a questão central da pesquisa: a condição de trabalho feminino, especificamente de mulheres docentes da área da saúde, influencia em sua Qualidade de Vida (QV)?

QV não é um conceito fácil de ser definido, pois representa a percepção subjetiva que cada um tem de sua vida e que varia de pessoa para pessoa, de acordo com a experiência de cada um. A QV é uma noção totalmente voltada para a pessoa humana, abrangendo diversos significados que refletem conhecimentos, experiências e valores de indivíduos e coletividade2.

Nas últimas décadas houve grande interesse sobre o tema e multiplicaram-se as publicações, entretanto, as pesquisas que avaliam a QV de mulheres docentes, ainda são limitadas. Há estudos 3,4 que contemplam a QV no trabalho (QVT) de docentes em geral, homens e mulheres, mas não especificamente de mulheres docentes que atuam na área da saúde. O foco deste estudo não é QVT, mas a qualidade de vida de mulheres docentes e teve como objetivos identificar o Índice de Qualidade de Vida de mulheres docentes e verificar a influência das variáveis sociodemográficas e características do trabalho na QV destas mulheres.

MÉTODOS

Estudo descritivo, exploratório com abordagem quantitativa, que foi realizado em uma Universidade de Ensino Superior Privativa em São José dos Campos. A Universidade engloba várias Faculdades, inclusive a de Ciências da Saúde, que agrupa os cursos de Graduação em Enfermagem, Nutrição, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Gastronomia, Odontologia, Farmácia, Biomedicina. A Faculdade de Ciência da Saúde (FCS) é constituída por um corpo docente com titulação que varia entre doutores, mestres e especialistas perfazendo um total de 109 (Cento e nove) docentes, sendo que 76 (setenta e seis) são mulheres.

A população foi constituída por todos os docentes do sexo feminino que ministravam aulas nos diversos cursos de Graduação da Faculdade de Ciências da Saúde, com carga horária integral e parcial, dos turnos matutino e vespertino que atenderam ao seguinte critério de inclusão: ser docente em plena atividade, ministrando aulas teóricas e/ou estágio.

Para a coleta de dados foram utilizados dois instrumentos. O primeiro instrumento foi destinado a obter o perfil sócio econômico-demográfico das docentes. O segundo utilizado foi a versão validada em português do “Quality of Life Index” (IQV) de Ferrans e Powers5.

Esse instrumento foi desenvolvido em 1982, pelas enfermeiras norte-americanas Ferrans e Powers, pertencentes ao Departamento Médico-Cirúrgico da Universidade de IIIinois, Chicago – USA. Trata-se de um instrumento genérico de avaliação de QV, que pode ser usado por pessoas sadias ou doentes, motivos pelos quais foi escolhido para uso nesta pesquisa. Os dados foram obtidos pela própria pesquisadora que entrevistou os docentes individualmente, no segundo semestre de 2010.

Atendendo aos preceitos estabelecidos pela Resolução 196/96 (vigente à época) todas as mulheres participantes do estudo assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e o Projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Vale do Paraíba sob número H68/CEP2010.

As associações entre as médias dos domínios e as variáveis categóricas com até duas categorias foi analisada pelo teste t-Student. Para avaliar as associações entre os domínios e variáveis com mais que três categorias foi realizada análise de variância (ANOVA), seguida por análises de múltiplas comparações com o emprego do teste de Bonferroni. Para avaliar as associações entre o Domínio Família e as variáveis categóricas com até duas categorias foi utilizado o teste não-paramétrico de Mann-Whitney. As associações entre o domínio Família e variáveis com mais que três categorias foram analisadas pelo teste não-paramétrico de Kruskal-Wallis, seguido por análise de múltiplas comparações realizada com o emprego do teste de Bonferroni.

A correlação entre os escores dos domínios do Instrumento de QV de Ferrans & Powers; as características contínuas sociodemográficas, da família e do trabalho dos docentes foi avaliada pelo cálculo do Coeficiente de Correlação de Spearman (r). Em todas as análises o nível de significância adotado foi p≤ 0,05.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os resultados do estudo permitiram delinear o perfil sociodemográfico das docentes como de mulheres com idade média de 42,7 anos (DP 11,47), a maioria (68,42%) casada, católica (67,1%) da raça branca (94,74%), com renda familiar acima de 07 salários mínimos (77,63%). A maioria com pós-graduação, 43,42% com título de doutor e 39,37% de mestre.

O perfil das docentes identificado neste estudo é semelhante ao de outros estudos 6,7,8 que encontraram, respectivamente, idade média de 41,4 anos e uma variação entre 33 e 45 anos. O predomínio de mulheres casadas foi também observada em outros estudos 6,9 realizados com mulheres docentes, que apontam uma tendência feminina na busca de relações conjugais estáveis, como o casamento.

A maioria das docentes indicou renda superior a 07 salários mínimos. Embora os salários da mulher docente tenham melhorado a falta de uma política salarial coerente para o docente leva a distorções que geram incerteza e insegurança à categoria7. Divergindo do resultado da presente pesquisa, estudos 10,11 apontam que o problema salarial sempre esteve presente na realidade docente, principalmente das mulheres, desde o início de sua inserção na docência até os dias atuais.

A maioria das participantes do estudo (84,2%) concluiu a pós-graduação stricto sensu. O percentual expressivo de docentes com titulação na instituição onde o estudo foi desenvolvido demonstra a preocupação da categoria em buscar o aperfeiçoamento e superar as lacunas encontradas na formação pedagógica. Este achado difere de estudo12 que verificou a titulação docente em IES privada e identificou um percentual menor, pois 40% dos docentes tinham título de mestre e doutor.

No que se refere às características familiares das docentes a maioria (68,4%) tem filhos, com média de 2,29 (DP 1,14) reside com o companheiro (81,5%) e concilia as atividades acadêmicas com as domésticas (90,8%). A maioria dos companheiros tem atividade remunerada seja como empregado (67,11%) seja como autônomo (14,47%) o que sugere o compartilhamento das despesas do lar.

A composição familiar das mulheres exprime a capacidade feminina em conciliar a vida familiar e a docência de forma coerente e ainda, assumir grande parte dos afazeres domésticos. Mesmo trabalhando fora, a mulher continua desempenhando a função de cuidadora do lar, com os mesmos papéis designados pela sociedade no passado, ou seja, voltada para o cuidado do outro, marido e filhos, atender à família e cuidar da casa. Nas últimas décadas a posição da mulher na organização familiar mudou, uma vez que há algum tempo o homem era o único provedor da família, à mulher eram destinadas apenas as atividades do lar. 11,13

A maioria das docentes (64,4%) trabalha na instituição onde o estudo foi desenvolvido em regime horista e 35,5% exercem a atividade em regime integral.

Tabela 1. Análise descritiva das características do trabalho das docentes (n=76). São José dos Campos-SP, 2010.

A média de tempo de deslocamento das docentes de casa para o trabalho, como também a sua carga horária diária e semanal foram relativamente baixas na instituição em questão. Entretanto, a jornada de trabalho do docente não se resume apenas ao tempo em que fica em sala de aula, é comum a atividade extraclasse, levando a uma ocupação maior de tempo de sua vida fora dos espaços da instituição de ensino.

Outras pesquisas referem também carga horária relativamente aquém da necessidade do docente, indicando insatisfação do profissional em relação à carga horária, por sua inadequação para realizar todas a atividades necessárias ao bom desempenho de seu trabalho7,14.

Avaliação da Qualidade de Vida

A qualidade de vida foi avaliada pelo Instrumento de Qualidade de Vida de Ferrans & Powers. A confiabilidade da escala neste estudo foi avaliada pelo cálculo do coeficiente alfa de Cronbach e em todos os domínios os valores de alfa foram superiores a 0,80, admitindo-se, portanto, que houve boa consistência interna, uma vez que valores superiores a 0,7 na análise de consistência é considerada boa confiabilidade.

Os resultados apresentados na Tabela 2 apontam que a maior média de QV observada foi no domínio Família 25,9 (DP 5,10), seguida pelo domínio Psicológico/Espiritual com média de 24,4 (DP 4,16) e, que a menor média encontrada foi no domínio Saúde/Funcionamento 22,1 (DP 4,53). Em relação à qualidade de vida geral o escore médio entre as docentes foi de 23,4 pontos (DP 4,02). Verificou-se que 25% (percentil 25) das docentes tiveram escore de IQV-FP até 21,83 pontos e 75% das docentes tiveram escore de IQV-FP até 26,03 pontos.

Tabela 2. Análise descritiva dos domínios do Instrumento de Qualidade de Vida de Ferrans & Powers. São José dos Campos -SP, 2010.

Os escores dos domínios deste instrumento podem variar de 0 a 30 e, quanto maior o valor melhor a qualidade de vida. Portanto, os resultados apontam uma boa qualidade de vida para as docentes integrantes da pesquisa, principalmente no domínio Família (25,9), e no domínio Psicológico-Espiritual (24,4).

Esses resultados podem ser comparados a outras pesquisas que utilizaram o mesmo instrumento de avaliação de QV, em um deles realizado com estudantes de enfermagem15 a média dos escores de IQV geral foi de 25,4, outro15 realizado com gestantes encontrou média de 23,8 e em um terceiro estudo16 com puérperas a média de IQV foi 25,8. Nos dois primeiros estudos a média dos escores do Domínio Família também foram as maiores encontradas, 27,2 e 27,8 assemelharam-se aos resultados encontrados nesta pesquisa.

Associação entre características sociodemográficas e qualidade de vida

Na comparação dos escores globais de qualidade de vida com os dados sócio-demográficos (estado civil, religião, raça, renda familiar e titulação) das docentes não houve diferença estatisticamente significante, pois o valor de p manteve-se > 0,05.

Tabela 3. Coeficiente de correlação entre características sociodemográficas, da família e trabalho e os escores dos domínios do Instrumento de Qualidade de Vida de Ferrans & Powers. São José dos Campos -SP, 2010.

Na análise da Tabela 3 observa-se que não houve correlações estatisticamente significantes entre a idade das docentes, o número de filhos e, o tempo de deslocamento para o trabalho. Entretanto, houve diferença estatisticamente significativa na correlação entre a idade dos filhos e a QV no Domínio Família, demonstrando que quanto maior a idade dos filhos, menor a qualidade de vida das docentes (r= -0,30, p=0,032).

Pode-se verificar ainda, que houve correlação moderada entre a carga de trabalho diária (r= -0, 27, p=0,020) e semanal (r=0, 028, p=0,014) e a QV no domínio Saúde / Funcionamento, ou seja, quanto maior a carga horária de trabalho menor a qualidade de vida. No domínio Socioeconômico houve correlação entre a carga horária semanal (r=-0, 28, p=0,013) e a QV, sugerindo que quanto maior a carga horária, menor a QV.

A QV Global parece também ser afetada pela maior carga diária de trabalho, uma vez que se identificou que, quando maior a carga horária diária, menor a qualidade de vida global (r=-0,23, p=0,05).

Dados semelhantes no domínio Saúde e Funcionamento foram encontrados em estudo17 realizado com profissionais de enfermagem que utilizou o mesmo instrumento, pois foi neste domínio que se identificou os piores resultados, não apenas pelas questões de trabalho, mas também pela própria insatisfação com os fatores pessoais.

Estudo18 realizado com docentes no Estado do Paraná demonstrou que a grande maioria do corpo docente também composto por mulheres, relatou sobrecarga de trabalho, relacionada ao acúmulo de papeis desempenhados pela mulher docente, dificuldades financeiras, provavelmente relacionadas aos baixos salários, dupla e até mesmo tripla jornada de trabalho.

A qualidade de vida no domínio Família teve destaque na vida da mulher docente. A presença de filhos com idade maior afeta diretamente sua qualidade de vida, tal correlação apresentou-se estatisticamente significante nesse estudo (p 0, 032). Estudo10 direcionado a docentes ressalta a importância de avaliar a carga global de trabalho considerando a segunda jornada laboral, o trabalho doméstico e sua repercussão sobre as condições de vida. A mãe desempenha papel significativo na vida dos filhos, principalmente na época da pré-adolescência onde ocorre a transição da infância para adolescência, o que pode gerar preocupação e comprometer sua QV.

Tabela 4. Comparação dos escores de qualidade de vida global e as características da família das docentes. São José dos Campos-SP, 2010.
Tabela 4. Comparação dos escores de qualidade de vida global e as características da família das docentes. São José dos Campos-SP, 2010.

A Tabela 4 evidencia que não houve associação entre a Qualidade de Vida Global (QVG) e a presença ou não de filhos (p= 0,477)

Pesquisa19 realizada com estudantes de enfermagem identificou que não houve significância estatística na relação entre a qualidade de vida e a presença de filhos (p=0,42), resultado semelhante ao da pesquisa atual no qual o fato de ter ou não ter filhos não interferiu na qualidade de vida das participantes (p=0,477).

Houve relação estatisticamente significante na QVG na comparação entre as docentes e o tipo de trabalho do companheiro. As docentes cujos companheiros estavam empregados (p=0,049) tiveram uma qualidade de vida global maior do que daquelas cujos companheiros eram autônomos.

O vínculo empregatício dá ao trabalhador uma segurança maior, principalmente no que se refere à segurança trabalhista, sendo essa uma hipótese para justificar a maior qualidade de vida destas docentes.

CONCLUSÕES

Os resultados do estudo permitiram concluir que a QV das docentes da área da saúde da instituição estudada é boa uma vez que a média dos escores chegou a 23,4. As correlações estatísticas mostraram que ter filhos com idade maior e carga de trabalho semanal mais elevada influenciou negativamente na QV das docentes e o fato de ter companheiro empregado foi positivo. Não houve diferença estatística significativa para as demais variáveis sociodemográficas.

As limitações do estudo estão relacionadas ao tamanho da amostra que foi pequena. No entanto, foram identificados aspectos relevantes da QV de mulheres docentes.

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