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Morbidade referida pelos enfermeiros de um hospital geral, público de São José dos Campos - SP*

Morbidity by nurses in a general hospital, public São José dos Campos - SP
  • Arlete Silva
  • Erica de Morais Serqueira
  • Renan Sallazar Ferreira Pereira
  • Cecília Angelita dos Santos
  • Josiane Lima de Gusmão

RESUMO

Este estudo descritivo, exploratório, transversal, quantitativo, teve por objetivos caracterizar as variáveis sociodemográficas e profissionais dos enfermeiros de um hospital público e analisar a morbidade por eles referida. A amostra constituiu-se de 64 enfermeiros que participaram do estudo primário “Avaliação de Saúde dos Trabalhadores de um Hospital Geral de São José dos Campos - SP”, cujos dados foram coletados por meio de questionários e armazenados em banco de dados. Observou-se predomínio de mulheres, etnia branca, idade entre 30 e 40 anos, solteiras, com até 5 anos de trabalho na instituição e renda familiar entre 5 a 10 salários mínimos; a maioria não tem outro emprego e trabalha nos fins de semana. Quanto aos hábitos de vida, a maioria referiu ingerir bebida alcoólica, não fumar, consumir alimentos processados e in natura, e acrescentar sal nos alimentos depois de prontos; metade da amostra pratica exercícios físicos regulares. A maioria considera o seu estado de saúde bom/ ótimo, mas apresenta queixas de saúde. A morbidade referida mais frequentemente foi a relacionada ao sistema osteomuscular e conjuntivo, principalmente as dorsalgias, seguida das doenças do aparelho geniturinário, circulatório, respiratório e as doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas. Alguns enfermeiros fazem uso de medicamentos, principalmente anti-hipertensivos e antidepressivos.

Descritores: Enfermagem; Saúde do Trabalhador; Morbidade Referida.


SUMMARY - This study descriptive, exploratory, cross-sectional, quantitative, aimed to characterize the sociodemographic and professional variables of the nurses in a public hospital and analyze the morbidity for them. The sample consisted of 64 nurses who participated in the primary study “Evaluation of Health Workers of a General Hospital São José dos Campos - SP”, and data were collected through questionnaires and stored in the database. There was a predominance of women, white, between 30 and 40 years old, unmarried, with up to five years on the job and family income between 5-10 times the minimum wage; most do not have another job and work on weekends. As for lifestyle, the majority reported drinking alcohol, no smoking, consuming processed foods and in natura, and add salt to food after it was ready; half of the sample practice physical exercises regularly. Most consider their state of health good / great, but has health complaints. The morbidity was more often related to the musculoskeletal system, especially back pain, followed by the genitourinary, circulatory, respiratory, and endocrine, nutritional and metabolic diseases. Some nurses make use of medications, especially antihypertensives and antidepressants.

Key words: Nursing; Occupational Health; Morbidity.

INTRODUÇÃO

O trabalho é de importância fundamental na vida das pessoas, seja para satisfazer as suas necessidades de subsistência ou proporcionar melhores condições de vida; mas pode também influenciar no processo saúde-doença dos trabalhadores, levando-os ao adoecimento.

A preocupação com as condições de trabalho da enfermagem, principalmente nos hospitais, vem atraindo a atenção de vários estudiosos nas últimas décadas, devido aos riscos que o ambiente oferece e aos aspectos penosos das atividades peculiares à assistência de enfermagem1,2.

Foi observado em um hospital-escola alto índice de absenteísmo por doença, recomendando-se a implantação de um programa de melhoria das condições de trabalho da equipe de enfermagem da instituição3.

Os agravos apresentados pelos trabalhadores podem expressar-se imediatamente após a exposição, como ocorre nas lesões causadas pelos acidentes de trabalho, ou após um determinado período de tempo, como nas morbidades específicas, exemplificadas pelas lombalgias, estresse e infecções, para citar algumas.

O desgaste apresentado pelo trabalhador pode ser analisado sob três dimensões: o perfil de morbidade, os acidentes e o tempo de vida de trabalho útil. O acidente é o dano mais notório e abrupto entre os trabalhadores, enquanto o tempo de vida de trabalho útil possibilita formular hipóteses sobre os tipos de desgaste que impedem o trabalhador de continuar trabalhando em uma determinada atividade, interrompendo definitivamente sua vida produtiva, sem contudo levá-lo à morte. Por sua vez, o perfil de morbidade pode ser construído por meio da história clínica do trabalhador, obtida em informações já existentes como os registros de exames médicos periódicos ou por meio de entrevista individual4.

A avaliação da morbidade de uma determinada população possibilita conhecer o elemento oculto do processo saúde doença – a morbidade percebida ou sentida. Os estudos sobre morbidade referida têm sido valiosos, uma vez que as informações obtidas dos serviços de saúde referem-se à demanda e não à comunidade, o que pode levar às distorções dos quadros de mor Morbidadebidade em grupos populacionais específicos5.

Estes estudos tiveram início na década de 20 nos países industrializados, e a partir da década de 50 nos países em desenvolvimento; se caracterizam como levantamentos por inquéritos populacionais para a descrição da morbidade sentida ou expressa pelas pessoas e apresentam características próprias como a coleta de dados por pessoal não especializado, ausência do exame clínico na entrevista e identificação da morbidade por meio dos relatos da população e não por meio de critérios clínicos, o que os diferenciam de outros estudos de morbidade6.

Vários estudos têm contribuído para o conhecimento da morbidade dos trabalhadores de enfermagem, seja os relacionados as cervicodorsolombalgias, aos acidentes decorrentes de artigos pérfuro-cortantes, como as condições ergonômicas no desenvolvimento do trabalho em unidades de internação hospitalar7-11.

Estudos sobre morbidade referida com trabalhadores de enfermagem de unidade centro de material observaram que as dores na coluna vertebral, nos membros superiores e inferiores e nos ombros foram as queixas mais referidas12,13, seguidas pelos transtornos mentais e comportamentais evidenciados na forma do estresse12, assim como as doenças reumáticas e tendinites, rinite, sinusite e bronquite13.

Uma revisão de literatura sobre a morbidade dos trabalhadores de enfermagem, observou que as queixas mais frequentes estavam relacionadas às doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo, especialmente as dorsalgias e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT), e aos transtornos mentais e comportamentais, principalmente o estresse14.

Assim, este estudo tem por objetivos identificar as variáveis sociodemográficas e de trabalho dos enfermeiros de um hospital público do município de São José dos Campos (SP) e analisar a morbidade por eles referidas.

MÉTODOS

Trata-se de um estudo descritivo, transversal, de campo, com abordagem quantitativa, realizado com 64 enfermeiros que participaram do estudo primário denominado “Avaliação de Saúde dos Trabalhadores de um Hospital Geral de São José dos Campos – SP”15, cujo objetivo geral foi avaliar as condições de saúde dos profissionais que trabalham nesse hospital; esse estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Taubaté (UNITAU) sob Parecer nº 556/11. O hospital campo de estudo foi inaugurado em 1978, conta com 307 leitos e 1.795 trabalhadores de todas as categorias profissionais. É vinculado à Secretaria Municipal de Saúde de São José dos Campos e gerenciado pela Associação Paulista Para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) desde 2006; reconhecido como Hospital Amigo da Criança, recebeu o Prêmio COREN-SP de “Gestão com Qualidade Dimensão Hospitalar Edição 2011/2012.

A coleta de dados foi feita por meio de questionários e as variáveis de interesse selecionadas para o presente estudo foram: dados pessoais (data de nascimento, sexo, etnia, estado civil, escolaridade, nacionalidade, cidade onde mora); dados profissionais (tempo de serviço na instituição, local de trabalho, ocupação/cargo, renda familiar, horas diárias de trabalho na instituição, outras atividades e trabalho aos fins de semana); estilo de vida (ingestão de bebida alcoólica, tabagismo, prática de exercício físico e hábitos alimentares); morbidade referida e uso de medicamentos.

Os dados foram armazenados em banco de dados criado em planilha no programa de computador Excel, analisados quantitativamente e apresentados em forma de tabelas. Foi realizada análise descritiva que utilizou medidas de tendência central (média, a, máxima e mínima) e medida de dispersão (desvio padrão) para as variáveis contínuas e número absoluto e frequência relativa para as variáveis categóricas.

RESULTADOS

A maioria da amostra estudada é do sexo feminino (n=54; 84,38%), de etnia branca (n=44; 72,13%); a faixa etária predominante é de 30 a 40 anos (n=31; 49,5%), sendo a idade mínima 23 e a máxima 57 anos, com média de 34,87 (dp12,71); 31 (48,44%) enfermeiros são solteiros.

Em relação às características profissionais, 43 (67,19%) enfermeiros trabalham nesta instituição há 5 anos, sendo o tempo mínimo de 1 ano e o máximo de 25 anos, com média de 4,82 anos (dp 4,34); 12 (27,27%) estão lotados na UTI adulto e infantil, 6 (13,64%) na Clínica Médica e Pronto Socorro adulto e infantil e 4 (9,09%) no Atendimento Pré-hospitalar e Centro Cirúrgico; foram referidas ainda o Centro Obstétrico (6,81%), Centro de Material e Esterilização, Maternidade e Pediatria, com igual percentual (4,55%).

A maioria declarou renda familiar entre 5 a 10 salários mínimos (n=34; 57,63%) e apenas um (1,70%) enfermeiro mais de 15; a renda mínima foi 2,5 e a máxima 16,07 salários mínimos, observando-se média de 6,95 (dp 3,37). O valor do salário mínimo vigente em 2012 era de R$ 622,00.

Apenas 24 (38,10%) enfermeiros declararam ter outra atividade laboral, e a maioria (n=50; 79,37%) trabalha nos finais de semana, em regime de plantão 12x36h.

Quanto aos hábitos e estilo de vida, a maioria referiu ingerir bebida alcoólica (n=33; 51,56%), não fumar (n=54; 88,52%), consumir alimentos processados e in natura (n=45; 70,31%), usar tempero industrializado (n=32; 53,33%) e acrescentar sal nos alimentos depois de pronto (n=10; 15,62%); metade dos enfermeiros declararam praticar exercício físico, sendo a caminhada o mais frequente, seguido da musculação e corrida. A freqüência com que se exercitam variou de 2 a 3 vezes por semana.

Os enfermeiros classificaram seu estado de saúde como bom (48,44%), ótimo (14,06%) e regular (31,25%); no entanto, a maioria (n=33; 51,62%) deles apresentou queixas de saúde, num total de 178, alcançando média de 5 queixas/enfermeiro.

As queixas de saúde foram agrupadas segundo a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – CID1016 e estão apresentadas na TABELA 1.

TABELA 1. Distribuição dos enfermeiros segundo a morbidade referida, conforme a CID1016. São José dos Campos - SP, 2012.
TABELA 1. Distribuição dos enfermeiros segundo a morbidade referida, conforme a CID1016. São José dos Campos - SP, 2012.

*Alguns enfermeiros referiram mais de uma morbidade

A morbidade referida mais freqüentemente foi relacionada ao sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (n=43; 24,16%), principalmente as dorsalgias não especificadas, seguida do aparelho geniturinário (n=42; 23,60%), em especial as infecções do trato urinário (ITU), do aparelho circulatório (n=31; 17,41%), destacando as varizes de membros inferiores e a hipertensão essencial primária. As doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas também foram citadas (n=19; 10,68%), especialmente a hipercolesterolemia, assim comoo aparelho respiratório (n=17; 9,55%) e os transtornos mentais e comportamentais (n=3; 1,68%), representados pelo estresse, ansiedade e episódios depressivos, assim como cefaléia e fadiga.

A morbidade referida mais freqüentemente foi relacionada ao sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo (n=43; 24,16%), principalmente as dorsalgias não especificadas, seguida do aparelho geniturinário (n=42; 23,60%), em especial as infecções do trato urinário (ITU), do aparelho circulatório (n=31; 17,41%), destacando as varizes de membros inferiores e a hipertensão essencial primária. As doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas também foram citadas (n=19; 10,68%), especialmente a hipercolesterolemia, assim comoo aparelho respiratório (n=17; 9,55%) e os transtornos mentais e comportamentais (n=3; 1,68%), representados pelo estresse, ansiedade e episódios depressivos, assim como cefaléia e fadiga.

TABELA 2. Distribuição dos medicamentos utilizados pelos enfermeiros, segundo a classe farmacológica. São José dos Campos - SP, 2012.
 TABELA 2. Distribuição dos medicamentos utilizados pelos enfermeiros, segundo a classe farmacológica. São José dos Campos - SP, 2012.

Foram citados 30 medicamentos, sendo os anti-hipertensivos e os antidepressivos os mais frequentes (30,0% e 20,0% respectivamente).

DISCUSSÃO

Os resultados obtidos apontam o predomínio de mulheres, com mais de um terço da amostra com outro emprego e, evidentemente, além do trabalho remunerado, acumulam as atividades domésticas, caracterizando dupla ou tripla jornada de trabalho.

As jornadas extensas de trabalho, as horas extras, o trabalho em mais de um emprego certamente reduzem o tempo dedicado à família, ao lazer, podendo gerar ansiedade e estresse, além de outros problemas de saúde18.

Em relação aos hábitos de vida, observou-se que a maioria dos enfermeiros não adota hábitos saudáveis, tanto no que se refere a alimentação e ingestão de bebida alcoólica como à prática de exercícios físicos, realizados apenas por metade deles. É importante ressaltar que ao considerar os trabalhadores que se exercitam na frequência recomendada para se obter benefício cardiovascular (3 ou mais vezes por semana) 19, apenas um terço (32,81%) o fazem nessa periodicidade.

A ingestão de bebidas alcoólicas, o consumo de alimentos industrializados e o sedentarismo são fatores de risco importantes para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares 19.

A dificuldade em adotar hábitos saudáveis de vida, o descuido com a própria saúde é favorecido pela sobrecarga de trabalho.

O sedentarismo é bastante comum na população e, de modo geral, contribui para o aumento dos fatores de risco que podem contribuir no desenvolvimento de hipertensão, infarto do miocárdio, resistência insulínica e diabetes. Pesquisa nacional realizada com o intuito de apresentar os resultados da prática de atividade física avaliou 292.553 brasileiros com idade a partir dos 14 anos e mostrou que 71,8% não praticavam atividade física20.

Estudo desenvolvido em um hospital público de Fortaleza, Ceará, com trabalhadores de enfermagem hipertensos, apontou a presença de fatores de risco como sedentarismo, dieta inadequada e estresse, e que esses aspectos têm relação com o processo de trabalho em enfermagem21.

Quanto as afecções do sistema osteomusculares e do tecido conjuntivo, com destaque para as dorsalgias, referidas por 43 enfermeiros, acometem os trabalhadores de enfermagem com uma frequência assustadora e ocupam os primeiros lugares nas estatísticas de morbidade em todos os países22, sendo responsáveis pelo elevado índice de absenteísmo-doença entre essa categoria profissional23.

Um estudo de revisão de literatura mostrou uma ocorrência de 80 a 93% de doenças musculoesqueléticas em trabalhadores de enfermagem, acometendo principalmente a região lombar, os ombros, os joelhos e a região cervical24. Os principais fatores de risco relacionados foram a organização do trabalho como horas extras, ritmo acelerado, jornada extensa de trabalho, déficit de pessoal; fatores ambientais como iluminação deficiente, mobiliários inadequados, equipamentos inadequados e sem manutenção; e fatores ergonômicos, destacando-se o transporte e movimentação de pacientes, com o emprego de força excessiva, movimentos repetitivos e posturas incorretas no desenvolvimento das atividades laborais24,25.

As doenças do aparelho geniturinário foram referidas por 42 enfermeiros, especialmente a infecção de trato urinário (ITU).

Essas infecções ocorrem em todas as idades, com maior prevalência em crianças até 6 anos de idade, mulheres adultas jovens com vida sexual ativa e idosos com mais de 60 anos de idade. A incidência é aumentada com o passar dos anos, indo de 1% na infância para 15% em mulheres idosas, que pode estar relacionada com as disfunções hormonais e neurológicas, que dificultam o esvaziamento vesical26,27.

As mulheres são as mais suscetíveis a ITU, seja pela presença de alterações anátomo-funcionais da bexiga, relacionadas ou não com a multiparidade, menopausa e infecções recorrentes, ou pelo comprimento da uretra e sua localização próxima a região anal, facilitando a ascensão de enterobactérias. Os sintomas clínicos apresentados pelo adulto são a disúria, polaciúria, urgência miccional, dor em baixo ventre, calafrios, presença ou não de dor lombar; a indisposição e mal-estar também podem fazer parte do quadro clínico28.

Dentre as doenças do aparelho circulatório, referidas por 31 enfermeiros, estão presentes as varizes de membros inferiores e a hipertensão essencial primária.

A hipertensão arterial é uma das doenças com maior prevalência atualmente, atingindo 30% da população mundial; no Brasil essa prevalência varia de 22,3% a 43,9%, de acordo com inquéritos populacionais realizados nos últimos 20 anos em algumas cidades brasileiras; tem como principais causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, o alcoolismo, o estresse, a alimentação desregulada e o fumo19.

Embora citadas em menor percentual, é importante destacar as doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, especialmente a hipercolesterolemia, que associada as outras queixas, comentadas anteriormente, como a ingestão de bebidas alcoólicas, sedentarismo e hipertensão, configuram de forma bastante importante, o risco de ocorrência de agravo cardiovascular nesses trabalhadores.

Apesar das doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo e do aparelho geniturinário terem sido as mais referidas (24,16% e 23,60% respectivamente), nenhum enfermeiro relatou o uso de analgésicos e apenas um o uso de antibacteriano; os medicamentos mais utilizados foram os anti-hipertensivos e antidepressivos, embora apenas 3 enfermeiros tenham referido queixa de transtornos mentais e comportamentais, e dentre eles, os episódios depressivos, ansiedade e estresse.

CONCLUSÕES

Frente aos resultados obtidos, pode-se concluir que as principais morbidades referidas pelos enfermeiros do hospital pesquisado, estão as doenças do sistema osteomuscular e do aparelho geniturinário, com destaque para as dorsalgias e infecção do trato urinário, respectivamente. É primordial o desenvolvimento de programas de educação em saúde e acompanhamento desses profissionais, incentivando-os a adoção de hábitos saudáveis de vida, visando a prevenção de agravos, promoção e manutenção da saúde desses trabalhadores.

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