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Avaliação do potencial antimicrobiano do extrato etanólico de Argemone mexicana Linn.

Evaluation of antimicrobial potential of ethanol extract of Argemone mexicana Linn.
  • Maria Gabriella Silva Araujo
  • José Ivaldo Ferro Filho
  • Wagner Vicente Silva dos Santos
  • Marcos Eduardo Lopes Correia
  • Thais Honório Lins
  • Regina Célia Sales Santos Veríssimo
  • João Xavier Araújo Júnior
  • Maria Lysete de Assis Bastos
  • Raíssa Fernanda Evangelista Pires dos Santos

RESUMO

Além de suas competências relacionadas ao cuidado, o enfermeiro está exercendo cada vez mais atividades investigativas, como a realização de pesquisas que possibilitem novos tratamentos para feridas infectadas. Trata-se de uma pesquisa experimental in vitro que analisou o potencial antibacteriano da espécie vegetal Argemone mexicana L., com perspectiva para o controle de infecção. O extrato etanólico bruto testado demonstrou atividade antimicrobiana que variou de baixa atividade inibitória de crescimento à atividade moderadamente ativa, com destaque para a a linhagem de S. epidermidis que se mostrou mais sensível ao extrato. Este estudo pode ser útil para nortear pesquisadores na procedência de novas investigações sobre esta planta e servir de subsídios para o futuro desenvolvimento de fitoterápico a base de extrato desta espécie vegetal.

Descritores: Argemone mexicana; Plantas Medicinais; Enfermagem; Antimicrobianos.


SUMMARY - In addition to their duties in relation to care, nurses are increasingly exercising investigative activities, such as conducting research to enable new treatments for infected wounds. This is an experimental study that examined the in vitro antimicrobial potential of plant species Argemone mexicana, with prospects for the control of infection. The crude ethanol extract tested demonstrated antimicrobial activity varied from low growth inhibitory activity to moderately active activity, highlighting the strain S. epidermidis that was more sensitive to the extract. This study may be useful to guide researchers in the success of new investigations on this plant and used as input for the future development of the herbal based extract of this plant species.

Key words: Argemone mexicana; Medicinal Plants; Nursing; Anti-Infective Agents.

INTRODUÇÃO


A pele é o maior órgão humano e imprescindível para a vida, além de ser essencial para o completo desempenho fisiológico do corpo, está suscetível a agressões procedentes de patologias intrínsecas ou extrínsecas que irão provocar alterações na sua constituição, como acontece no surgimento de feridas cutâneas1.

As feridas cutâneas, por sua vez, são resultados de um rompimento da integridade da pele2, caracterizadas por uma lesão corporal física, a qual pode atingir as estruturas cutâneas superficiais e as estruturas subjacentes da pele3. Com a ruptura desta, o processo de cicatrização é logo iniciado, o qual compreende uma sequência de eventos moleculares complexos que envolve a organização de células, sinais químicos e matriz extracelular objetivando a restauração do tecido lesado4.

Existem vários fatores que estão relacionados ao retardamento do processo de cicatrização de uma ferida cutânea, dentre eles está à presença e proliferação de microrganismos patogênicos, que causam danos a toda extensão do tecido, atingindo a estética e funcionalidade da região lesionada e contribuindo para a cronificação da lesão, de forma direta e indireta5.

O surgimento de infecção na ferida causa interferências de ordem física, psicológica, social e econômica para seu portador e sociedade que o circunda. Provoca agravos, cujas consequências podem ser incompatíveis com a vida do paciente6. O tratamento de feridas infectadas continua sendo um tema de grande importância nos cuidados de saúde, em um período onde o uso indiscriminado de antimicrobianos tem dificultado o tratamento hospitalar e contribuído para o crescente aparecimento de microrganismos resistentes aos antimicrobianos7.

Os custos dos tratamentos de patologias relacionados ao retardamento do processo de cicatrização, como a presença de infecção na ferida, aumentam à importância dos estudos em busca de medicamentos e curativos capazes de interagir com o tecido lesado acelerando seu reparo4.

O enfermeiro, além de realizar as funções assistenciais no cuidado de feridas, está inserido no grupo de profissionais que buscam medicamentos que possibilitem novos tratamentos para feridas infectadas. Devido à ineficácia de alguns fármacos, aos fortes efeitos colaterais e ao alto custo dos medicamentos disponíveis, observouse nos últimos anos, um aumento no uso de plantas medicinais como terapêutica para a saúde humana e um forte interesse na busca terapias que sejam menos agressivas ao corpo humano9.

Desde os primórdios, o homem tenta encontrar métodos para obter melhores resultados no tratamento de doenças. Nesta busca, as plantas medicinais tiveram um lugar de destaque, as quais foram utilizadas para fins medicinais, constituindo a base terapêutica da prática médica10.

O uso de plantas medicinais como tratamento para a saúde humana é uma prática milenar, que foi formada por meio da sabedoria do senso comum associada aos aspectos culturais e de saúde presentes em um determinado contexto histórico11. Embora as substâncias sintéticas sejam predominantes como Avaliação tratamento para a saúde humana, nos últimos anos têm-se observado o reconhecimento das ervas medicinais como tratamento alternativo ou complementar. Diversos fitoterápicos que já foram testados e usados no processo de cicatrização de feridas cutâneas se mostraram promissores12.

A família Papaveraceae, usualmente conhecida como a família de papoula possui grande importância etnofarmacológica. É representada por 44 gêneros e cerca de 760 espécies de plantas com flores, dentre elas está a Argemone mexicana L. usada em diversos lugares do mundo, para o tratamento de várias doenças13.

A Argemone mexicana L., conhecida como Ghamoya e pertencente a Classe Magnoliopsida, é uma erva daninha encontrada na América do Sul, mas com grande distribuição em diversos países tropicais e sub-tropicais, incluindo África Ocidental14.

É usualmente conhecida como “papoula espinhosa mexicana”, “cardo santo” ou “chicalote”. No México, seu uso acontece para tratar a catarata, infecção da pele, dor em geral e inflamação, enquanto que na Índia é usada no tratamento de hidropisia, icterícia, oftalmia, sarna e afecções cutâneas15.

No Brasil, é habitualmente conhecida como “cardo-santo” e é usada de forma tradicional no combate de inúmeras doenças16,17,18. Sua infusão é aplicada contra hipertensão18, suas sementes são usadas para efeitos laxativos, enquanto que seu látex é usado contra a conjuntivite17.

As atividades biológicas de extratos brutos e constituintes químicos isolados dessa espécie vegetal foram avaliadas em diversos estudos objetivando comprovar diferentes ações, dentre as quais estão: antiviral, antibacteriana, anti-inflamatória, cicatrização, antialérgica, anti-stress, vasoconstritor e vasorelaxante, antifertilidade, antioxidante, antidiabética, anticâncer13.

Considerando as pesquisas já existentes sobre as atividades farmacológicas e biológicas da espécie Argemone mexicana, este estudo se propõe a avaliar a atividade antimicrobiana da espécie frente a linhagens de microrganismos que frequentemente causam infecção de ferida cutânea, mostrando-se relevante, uma vez que fornece subsídios para o futuro desenvolvimento de fitoterápico a base de extrato desta espécie.

MÉTODOS

Estudo experimental, caracterizado pela utilização de testes antimicrobianos in vitro, realizado no Laboratório de Pesquisa em Tratamento de Feridas da Escola de Enfermagem e Farmácia da Universidade Federal de Alagoas – LpTF/ESENFAR/UFAL.

Foram coletadas amostras das folhas da espécie vegetal Argemone mexicana em propriedade privada, localizada nas coordenadas 9°35’38.2”S 35°44’57.3”W em Maceió, Alagoas, Brasil. O material vegetal das folhas, após secagem à temperatura ambiente e trituração, foi extraído, por maceração, com etanol (EtOH) 97%. O extrato bruto foi obtido após concentração das soluções em evaporador rotativo à temperatura máxima de 40°C e secagem a temperatura ambiente. O extrato bruto etanólico foi solubilizado em uma solução de Dimetil-Sulfóxido (DMSO) a 2%.

Os extratos e suas frações foram testados frente às bactérias padronizadas pela American Type Cell Cellection – ATCC/ Manassas - VA/USA e CEFAR diagnóstica Ltda. - São Paulo, sendo elas: Staphylococcus aureus ATCC 25923, Shigella flexneri ATCC 12022, Escherichia coli ATCC 14942, Pseudomonas aeruginosa ATCC 27853, Salmonella entérica CCCD – S004, Acinetobacter clacoaceticus (ATCC 23055), Staphylococcus epidermidis (ATCC 149990), Enterobacter aerogenes (ATCC 13048).

A atividade antibacteriana do extrato etanólico foi determinada por meio da Concentração Inibitória Mínima (CIM) adaptada do protocolo do Clinical and Laboratory Standards Institute 19. As diluições dos extratos foram preparadas em triplicatas em placas de microdiluição de 96 poços, deixando um volume de 100 µL de composto por poço. Como controle positivo para a atividade antibacteriana foi utilizado o Ciprofloxacina e como controle negativo foi utilizado o DMSO a 2%.

Para a determinação da CIM, as amostras de bactérias foram solubilizadas em uma solução de 1,5 x 108 UFC/mL, com concentração de acordo ao padrão de 0,5 da escala de McFarland, e posteriormente rediluída numa proporção de 1:10 (v/v) para obter a concentração padrão utilizada (104 UFC/ mL). As placas com as bactérias foram armazenadas em estufa bacteriológica a 35º C para crescimento por 18 horas. Após este período, foram adicionados 20 µL de Cloreto 2,3,5 Trifenil Tetrazolium (TTC) a 5% (v/v) em cada poço, e as placas foram novamente armazenadas em estufa bacteriológica a 35ºC por mais 3 horas. Nos poços que apresentaram coloração avermelhada apontaram crescimento bacteriano, enquanto nos que mantiveram coloração original indicaram inibição do crescimento bacteriano.

O grau de atividade antibacteriano foi determinado segundo o seguinte critério: CIM ≤ 100 µg/mL (ativa); 100 < CIM ≤ 500 µg/mL (moderadamente ativa); 500 < CIM ≤ 1000 µg/mL (baixa atividade); e CIM >1000 µg/mL (inativos e resistentes)20.

RESULTADOS

Nos resultados obtidos para determinação da CIM, pela técnica de microdiluição em caldo, o extrato bruto etanólico da espécie Argemone mexicana apresentou ação antimicrobiana.

O extrato bruto etanólico das folhas foi testado frente a oito linhagens bacterianas, com destaque para a ação antibacteriana frente à espécie Staphylococcus epidermides, o qual demonstrou uma atividade inibitória moderadamente ativa, enquanto que frente às demais linhagens avaliadas, a ação antibacteriana observada foi de baixa atividade.

TABELA 1. Atividade antibacteriana do extrato etanólico das folhas da espécie Argemone mexicana avaliados. Maceió/AL, 2014.
TABELA 1. Atividade antibacteriana do extrato etanólico das folhas da espécie Argemone mexicana avaliados. Maceió/AL, 2014.

*Interpretação da atividade inibitória: CIM ≤ 100 µg/mL (ativa); 100 < CMI ≤ 500 µg/mL (moderadamente ativa); 500 < CMI ≤ 1000 µg/mL (baixa atividade); e CIM >1000 µg/mL (inativos e resistentes).

DISCUSSÃO

A atividade antibacteriana do extrato etanólico das folhas da espécie Argemone mexicana frente as bactérias testadas foi evidenciada. Isto corrobora com os estudos que revelam a ação inibitória de diferentes partes desta espécie vegetal.

Pesquisa recente avaliou a atividade antibacteriana dos extratos brutos dessa espécie contra um número de bactérias Gram - positivas e Gram-negativas. Os extratos orgânicos demonstraram uma forte atividade antibacteriana, apresentando valores para CIM que variaram de 62,5-500 mg, indicando a existência de alguns constituintes químicos bactericidas na planta, que podem ser úteis em diversas aplicações21.

Em outro estudo, a atividade bacteriana de Argemone mexicana foi confirmada através do extrato metanólico aquoso a 50%, o qual foi testado contra as linhagens de Klebsiella oxytoca, Vibrio damsella, Enterobacter aerogens e E. coli, apresentando maior eficácia contra bactérias Gram-negativas22.

Seguindo o mesmo procedimento dos estudos apresentados anteriormente, outro grupo de pesquisadores analisou a atividade antibacteriana dos extratos das folhas, caule e raízes dessa mesma espécie vegetal, com solventes a base de água, acetona, etanol e clorofórmio, frente às linhagens bacterianas de E. coli, Klebsiella pneumoniae, Bacillus cereus e S. aureus, evidenciando que o extrato do caule possui elevada atividade inibitória23.

O extrato bruto etanólico avaliado nesta presente pesquisa evidenciou uma atividade inibitória moderadamente ativa frente à espécie de S. epidermidis. O resultado expresso pela CIM frente a essa cepa é favorável para a descoberta de novas drogas que sejam capazes de combater infecções, considerando que os constituintes químicos de produtos naturais representam uma das principais alternativas de sucesso no tratamento de infecções. A estirpe de S. epidermidis tem capacidade de se prender a superfícies de polímeros, dando origem a biofilmes que são importantes elementos de patogenicidade que causam a redução da resposta imune e capacidade de defesa do hospedeiro24. Devido à produção do biofilme e seu poder de virulência, os microrganismos desta espécie são frequentemente associados com a diminuição da sensibilidade aos antibióticos utilizados em infecções25.

No que diz respeito, aos resultados de atividade inibitória baixa apresentados nas CIMs frente às demais linhagens bacterianas avaliadas, destacam-se as características físicas do extrato, visto que se trata de uma amostra bruta, onde a presença de seus fitocomponentes primários e secundários podem interferir na concentração da substância que seja ativa contra as espécies destes microrganismos.

Além disso, as diferenças estruturais existentes entre as bactérias Gram-positivas e Gram-negativas podem impedir a atividade dos compostos químicos presentes no extrato vegetal bruto e por isso podem se tornar ativos em concentrações mais altas que as realizadas na CIM desta pesquisa ou até mesmo pode não ser ativas sobre as estirpes testadas19.

O conhecimento prévio das classes de componentes químicos presentes nos vegetais é importante, pois fornece a relação dos princípios ativos e uma vez constatada a presença de determinados grupos químicos, o estudo fitoquímico e biológico é norteado26 e desse modo, em testes in vitro, a possibilidade de interferência da substância ativa contra os microrganismos testados poderá ser reduzida e o potencial antimicrobiano da espécie vegetal poderá ser determinado.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O extrato etanólico bruto demonstrou atividade antibacteriana satisfatória, tendo em vista os resultados apresentados na CIM, o qual variou de baixa atividade inibitória à inibição moderadamente ativa frente à linhagem de S. epidermides. Estudos como este podem ser uteis para nortear pesquisadores na procedência de novas investigações sobre esta planta. Investigações mais sistemáticas e aprofundadas sobre esta espécie vegetal e seus componentes químicos são necessárias para que sirva de subsídios para o futuro desenvolvimento de fitoterápico a base de extrato desta espécie com a perspectiva no tratamento de feridas infectadas.

Referências

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